{"id":4026,"date":"2026-03-02T10:20:04","date_gmt":"2026-03-02T13:20:04","guid":{"rendered":"http:\/\/nahoranoticias.com\/?p=4026"},"modified":"2026-03-02T10:20:06","modified_gmt":"2026-03-02T13:20:06","slug":"cresce-percentual-de-mulheres-que-relatam-medo-de-ser-estupradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nahoranoticias.com\/?p=4026","title":{"rendered":"Cresce percentual de mulheres que relatam medo de ser estupradas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, 82% das entrevistadas declararam muito medo de abuso sexual<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O percentual de mulheres que declararam ter medo de sofrer um estupro cresceu em uma pesquisa realizada pelo&nbsp;Instituto&nbsp;Patricia Galv\u00e3o e pelo Instituto Locomotiva, que teve novos dados antecipados com exclusividade nesta segunda-feira (2) \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1679336&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1679336&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2020, 78% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores disseram ter &#8220;muito medo de ser\u00a0v\u00edtimas de um estupro&#8221;. Esse percentual cresceu para 80%, em 2022, e chegou a 82% segundo os dados obtidos em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das que declararam ter muito medo,&nbsp;15% disseram ter &#8220;um pouco de medo&#8221;, o que significa um&nbsp;total de 97% de mulheres que vivem com algum grau de&nbsp;temor&nbsp;da viol\u00eancia sexual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em dois grupos, a propor\u00e7\u00e3o das que sentem &#8220;muito medo&#8221;&nbsp;\u00e9 ainda maior, chegando a 87% no caso das jovens, entre 16 e 24 anos, e 88% entre as mulheres negras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diretora de conte\u00fado do Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o, Marisa Sanematsu, ressalta que al\u00e9m de o&nbsp;medo ser constante, nenhum espa\u00e7o \u00e9 considerado, de fato, seguro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O medo assombra as mulheres brasileiras o tempo todo, desde pequenas e em todos os lugares: a casa \u00e9 insegura, assim como sair e voltar, esperar o transporte, enfrentar a condu\u00e7\u00e3o lotada ou pedir um carro por aplicativo&#8221;, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esse medo constante faz com que elas desenvolvam suas pr\u00f3prias estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o: evitam sair \u00e0 noite ou usar alguns tipos de roupas e acess\u00f3rios, procuram estar sempre acompanhadas e at\u00e9 escolhem trajetos mais longos para se sentirem um pouco mais seguras&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Viol\u00eancia dentro de casa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os institutos divulgam, nesta segunda-feira (2),&nbsp;a segunda onda de dados da pesquisa de 2025. A primeira onda, publicada em setembro de 2025, j\u00e1 havia mostrado que 15% das entrevistadas eram sobreviventes de estupro, e oito em cada dez v\u00edtimas sofreu a viol\u00eancia com 13 anos ou menos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados divulgados hoje acrescentam que,\u00a0entre as v\u00edtimas com at\u00e9 13 anos, 72% foram violentadas dentro da pr\u00f3pria casa.\u00a0Em metade dos casos, o abusador foi um familiar e, em um ter\u00e7o dos relatos, foi um amigo ou conhecido da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No total, 84% dos estupros foram cometidos por um homem do c\u00edrculo social da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa porcentagem diminui no caso das mulheres violentadas com&nbsp;14 anos ou mais, por\u00e9m&nbsp;os conhecidos ou membros da fam\u00edlia se mant\u00eam como a maioria: 76% dos abusadores eram pessoas conhecidas, incluindo amigos, parceiros \u00edntimos, familiares e ex-companheiros. Al\u00e9m disso, 59% sofreram a viol\u00eancia dentro de casa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/uanso5yAL4rjUavozRREiQyzfKA=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/02\/28\/abusos_casa_copy.jpg?itok=C_oMgKzk\" alt=\"Mat\u00e9ria sobre ABUSO EM CASA. Foto: Arte EBC\" title=\"Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Arte EBC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Apoio \u00e0s v\u00edtimas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa&nbsp;<em>Percep\u00e7\u00f5es sobre direitos de meninas e mulheres gr\u00e1vidas p\u00f3s-estupro<\/em>&nbsp;teve a participa\u00e7\u00e3o de 1,2 mil pessoas, homens e mulheres, de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de perguntar para as mulheres sobre suas pr\u00f3prias experi\u00eancias com a viol\u00eancia sexual, as entrevistas tamb\u00e9m&nbsp;ouviram&nbsp;a percep\u00e7\u00e3o geral dos entrevistados sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas respostas, foi praticamente un\u00e2nime o entendimento de que as mulheres t\u00eam medo de estupro: 99% dos entrevistados concordam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, 80% das pessoas acreditam que as v\u00edtimas nunca, ou quase nunca, revelam para outras pessoas a viol\u00eancia sofrida, principalmente por sofrer amea\u00e7as do agressor, por terem medo de n\u00e3o serem ouvidas ou por sentirem vergonha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados gerais se assemelham ao que foi dito pelas entrevistadas que relataram ter sido&nbsp;v\u00edtimas, conforme a primeira divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cerca de 60% das mulheres que foram v\u00edtimas antes dos 14 anos n\u00e3o contaram para ningu\u00e9m sobre o abuso.\u00a0Al\u00e9m disso, apenas 15% foram levadas a uma delegacia, e 9%, a uma unidade de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O apoio a pol\u00edticas de apoio \u00e0s v\u00edtimas tamb\u00e9m foi amplo: 93% concordam que o Estado deve fornecer acompanhamento psicol\u00f3gico imediato para meninas e mulheres v\u00edtimas de estupro, e a mesma porcentagem acredita que as prefeituras e governos devem aumentar a divulga\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade que atendem v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Depoimentos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos percentuais obtidos com as respostas, os institutos tamb\u00e9m divulgam nesta segunda-feira depoimentos&nbsp;de mulheres que sofreram viol\u00eancia sexual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma mulher parda, moradora do Sudeste, com idade entre 25 e\u00a044 anos, contou:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cComecei a ser abusada crian\u00e7a, com 6 anos, sem nem entender o que acontecia, e o abusador me fazia acreditar que eu era culpada e que, se eu contasse para algu\u00e9m, ningu\u00e9m acreditaria em mim. Meu abusador era o meu pai.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 outra v\u00edtima, uma mulher preta, moradora da regi\u00e3o Sudeste, com 45 anos ou mais, at\u00e9 tentou pedir socorro mas n\u00e3o foi acolhida.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu tinha apenas 11 anos, foi horr\u00edvel, n\u00e3o entendia direito o que estava acontecendo. Tentei falar com a minha m\u00e3e, mas ela n\u00e3o acreditava em mim, dizia que eu queria acabar com o casamento dela. Ainda bem que minha av\u00f3 percebeu algo estranho e me trouxe de volta pra casa dela&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gravidez e a falta de suporte para o abortamento adequado tamb\u00e9m aparecem nos depoimentos, como o de uma jovem parda, moradora da regi\u00e3o Sudeste, com idade entre 16 e 24 anos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu sofri um abuso e engravidei por causa desse ato.&nbsp;Eu, com 13 anos, n\u00e3o poderia ser m\u00e3e e ia interromper minha vida, eu estava estudando, ent\u00e3o, eu decidi n\u00e3o contar para os meus pais e pedir ajuda de uma amiga pr\u00f3xima minha. Ent\u00e3o, ela me levou a um aborto clandestino e l\u00e1 eu fiz o procedimento&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/-PrCa9S2j8aoGB-20FSiW7_Qg2w=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/1024489-08062016-dsc_8673_1.jpg?itok=6hem41Cq\" alt=\"S\u00e3o Paulo - Ato Por Todas Elas re\u00fane mulheres no v\u00e3o-livre do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo, na Avenida Paulista, para mais um protesto contra o estupro  (Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil) \" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Ato Por Todas Elas re\u00fane mulheres no v\u00e3o-livre do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo, na Avenida Paulista, para mais um protesto contra o estupro Foto de arquivo: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Acolhimento \u00e9 garantido em lei<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diretora de conte\u00fado do Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o explica que\u00a0o atendimento imediato e integral \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual em todos os hospitais do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), sem exig\u00eancia de boletim de ocorr\u00eancia, \u00e9 garantido por lei no Brasil\u00a0desde 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 fundamental que o Estado, em todos os n\u00edveis de governo, invista na divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre os direitos da v\u00edtima de estupro e de como ela pode acess\u00e1-los para proteger sua sa\u00fade f\u00edsica e mental, para que essas meninas e mulheres possam retomar suas vidas ap\u00f3s o trauma da viol\u00eancia&#8221;, complementa Marisa Sanematsu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ampla maioria tamb\u00e9m foi favor\u00e1vel aos servi\u00e7os que realizam a interrup\u00e7\u00e3o da gravidez nos casos previstos em lei, como o estupro.\u00a0Nove em cada dez entrevistados concordam que todas as v\u00edtimas devem ser informadas, nas delegacias ou servi\u00e7os m\u00e9dicos, sobre os protocolos para evitar infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis e gravidez indesejada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, 86% acreditam que devem existir servi\u00e7os p\u00fablicos em todas as cidades para a interrup\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o em casos de estupro. No entanto, apenas metade dos entrevistados conhece algum servi\u00e7o que promova esse atendimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, Mar\u00eda Saru\u00ea Machado, a pesquisa evidencia a necessidade de ampliar e preparar melhor os servi\u00e7os de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Existe amplo apoio da popula\u00e7\u00e3o para que v\u00edtimas de estupro tenham acesso aos direitos garantidos por lei, mas essas informa\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o chegam a quem mais precisa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O estupro \u00e9 uma viol\u00eancia pr\u00f3xima da realidade da maioria das mulheres, e romper o sil\u00eancio por meio da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um passo fundamental para garantir prote\u00e7\u00e3o e acesso a direitos a todas as mulheres\u201d, defendeu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direitos em constante amea\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a comunicadora social e ativista Angela Freitas, co-diretora da campanha &#8220;Nem Presa Nem Morta&#8221;, o cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o que prev\u00ea atendimento e prote\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas ainda depende da disposi\u00e7\u00e3o de gestores pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A maior parte dos munic\u00edpios n\u00e3o disp\u00f5e desse servi\u00e7o, as pessoas t\u00eam que viajar longas dist\u00e2ncias e nem todo mundo pode fazer isso. \u00c9 uma car\u00eancia muito grande. O Brasil passou por um processo de democratiza\u00e7\u00e3o, fez a sua Constituinte, criou o Sistema \u00danico de Sa\u00fade, o Sistema \u00danico de Assist\u00eancia Social, criou pol\u00edticas p\u00fablicas, mas todos esses avan\u00e7os vivem amea\u00e7as constantes de retrocesso. Eles ainda n\u00e3o se consolidaram como direitos que s\u00e3o dados e que ningu\u00e9m contesta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Angela Freitas tamb\u00e9m foi uma das articuladoras da campanha &#8220;Crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 m\u00e3e&#8221;, contra o projeto de lei que pretendia equiparar o aborto ao crime de homic\u00eddio, mesmo nos casos previstos por lei. Ela acrescenta que essas car\u00eancias s\u00e3o particularmente danosas para as crian\u00e7as e adolescentes que engravidam ap\u00f3s a viol\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em grande parte, esses epis\u00f3dios n\u00e3o s\u00e3o revelados de imediato. At\u00e9 porque elas n\u00e3o s\u00e3o preparadas para entender que o corpo delas deve ser respeitado, inclusive por pessoas da conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria. H\u00e1 uma falta de di\u00e1logo e de informa\u00e7\u00e3o e uma condescend\u00eancia muito grande com essas situa\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com isso, muitas vezes, a gravidez n\u00e3o \u00e9 percebida&nbsp;pela crian\u00e7a&nbsp;nem pelos familiares que est\u00e3o em volta. Ela s\u00f3 vai ser percebida muito tarde e, quando essas meninas chegam ao servi\u00e7o de sa\u00fade para buscar atendimento, e o direito de interromper aquela gravidez, elas encontram dificuldades dentro do pr\u00f3prio sistema&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2025, 82% das entrevistadas declararam muito medo de abuso sexual O percentual de mulheres que declararam ter medo de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4027,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4026","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direitos-humanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4026","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4026"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4026\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4028,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4026\/revisions\/4028"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4026"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4026"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4026"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}