{"id":5073,"date":"2026-03-26T10:54:50","date_gmt":"2026-03-26T13:54:50","guid":{"rendered":"http:\/\/nahoranoticias.com\/?p=5073"},"modified":"2026-03-26T10:54:51","modified_gmt":"2026-03-26T13:54:51","slug":"festival-leva-turne-de-artistas-afro-indigenas-a-15-estados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nahoranoticias.com\/?p=5073","title":{"rendered":"Festival leva turn\u00ea de artistas afro-ind\u00edgenas a 15 estados"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sonora Brasil come\u00e7a em junho e vai at\u00e9 dezembro<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/254467.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 28\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Sonora Brasil, festival de m\u00fasica brasileira realizado pelo Sesc, promover\u00e1 uma\u00a0turn\u00ea nacional com artistas e grupos da m\u00fasica afro-ind\u00edgena \u2013 hist\u00f3rica e contempor\u00e2nea \u2013, se apresentando por 15 estados com\u00a0<em>shows<\/em>\u00a0in\u00e9ditos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1683518&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1683518&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O lan\u00e7amento nacional da edi\u00e7\u00e3o deste ano est\u00e1 previsto para junho, em Santar\u00e9m (PA), com realiza\u00e7\u00e3o das apresenta\u00e7\u00f5es at\u00e9 dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia \u00e9 proporcionar ao p\u00fablico uma imers\u00e3o nas express\u00f5es musicais afro-ind\u00edgenas como patrim\u00f4nio vivo e em constante reinven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A organiza\u00e7\u00e3o do festival ressalta que s\u00e3o tradi\u00e7\u00f5es que atravessam gera\u00e7\u00f5es, resistem a apagamentos e, ao mesmo tempo, se conectam a novas linguagens, tecnologias e est\u00e9ticas contempor\u00e2neas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ancestralidade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ind\u00edgena pernambucano Gean Ramos Pankararu \u00e9 m\u00fasico contempor\u00e2neo, e seu trabalho conecta ancestralidades ind\u00edgena e negra.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cRecebo esse convite com muita responsabilidade para levar nosso trabalho a lugares ainda mais distantes e ajudar na constru\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia do que s\u00e3o os povos ind\u00edgenas no contexto contempor\u00e2neo\u201d, disse em entrevista \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o de Gean com a m\u00fasica come\u00e7ou ainda crian\u00e7a, no territ\u00f3rio Pankararu, localizado nos munic\u00edpios de Petrol\u00e2ndia, Jatob\u00e1 e Tacaratu,&nbsp;no sert\u00e3o de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMinha m\u00e3e sempre gostou muito de cantar, meu pai tocava viol\u00e3o e cavaquinho, coisas assim muito intuitivas. Comecei a dar os primeiros acordes com oito anos de idade, e isso foi ficando cada vez mais forte\u201d, contou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nascido em 1980, o artista tem em suas origens a base do trabalho na m\u00fasica: \u201cDesde 2008, eu retorno ao territ\u00f3rio [Pankararu] e aqui come\u00e7a outra hist\u00f3ria, que \u00e9 escrever a partir da minha viv\u00eancia, com a minha cultura e minha tradi\u00e7\u00e3o, e isso me fortalece bastante.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes disso, migrou para o interior de S\u00e3o Paulo para trabalhar em planta\u00e7\u00f5es, mas sem deixar de estudar viol\u00e3o, e chegou a tocar na noite em cidades como Bras\u00edlia, Rio de Janeiro e Jo\u00e3o Pessoa.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/uSoivO-FJtC1o_9q5cdFHrGShN8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/03\/25\/copia_de_trib9175.jpg?itok=rcSiBbQh\" alt=\"Pernambuco, 25\/03\/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Festival Sonora Brasil faz turn\u00ea com artistas da m\u00fasica afro-ind\u00edgena. Gean Ramos Pankararu, m\u00fasico ind\u00edgena contempor\u00e2neo. Foto: Lucas Aldi\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Lucas Aldi\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Gean Ramos Pankararu conversou com exclusividade com a Ag\u00eancia Brasil &#8211;&nbsp;<strong>Lucas Aldi\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resist\u00eancia&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gean destaca que tem levado a hist\u00f3ria de luta e de resist\u00eancia dos povos ind\u00edgenas do Brasil ao p\u00fablico por meio de suas obras.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA m\u00fasica \u00e9 um portal muito grande na minha vida e na hist\u00f3ria do meu povo. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o espiritual que parte da conex\u00e3o com a terra e com a natureza.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o artista, a m\u00fasica tem a miss\u00e3o de construir consci\u00eancia e bases para as futuras gera\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de ser um instrumento de luta e resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMinha rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica profissional tem sido nesse lugar de consci\u00eancia ind\u00edgena, de escrever uma hist\u00f3ria a partir da cosmovis\u00e3o e da cosmopercep\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, como eu tenho processado todas essas informa\u00e7\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsse \u00e9 um trabalho consolidado de consci\u00eancia e de muito respeito \u00e0s minhas origens, mas tamb\u00e9m criando uma ponte entre mundos\u201d, contou.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA m\u00fasica mais antiga que a gente tem nesse pa\u00eds \u00e9 a m\u00fasica ind\u00edgena\u201d, ressaltou Gean sobre a necessidade de valoriza\u00e7\u00e3o dessa manifesta\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, no in\u00edcio dos anos 2000, come\u00e7a um movimento de visibiliza\u00e7\u00e3o de artistas ind\u00edgenas: \u201cEstamos em meio ao processo de consolidar nossos nomes, trazendo nossa hist\u00f3ria, que \u00e9 de muita resist\u00eancia. E a m\u00fasica \u00e9 um instrumento de luta, tanto a m\u00fasica tradicional, quanto a m\u00fasica que a gente faz para adentrar os espa\u00e7os [art\u00edstico-profissionais].\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gean lembra que nessa \u00e9poca n\u00e3o havia mercado para seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu sempre compus aquilo que os meus olhos estavam vendo e o que eu estava vivenciando, eram contextos pessoais. Com estilo na linha da m\u00fasica popular brasileira, sempre tive essa rela\u00e7\u00e3o muito forte com o territ\u00f3rio, mas n\u00e3o havia um mercado, vamos dizer assim, para artistas ind\u00edgenas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sonora Brasil &#8211; 28 anos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sonora Brasil \u00e9 um dos projetos mais longevos do Sesc que, desde 1998, promove a difus\u00e3o da m\u00fasica e das manifesta\u00e7\u00f5es culturais brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 um projeto que tem como foco a forma\u00e7\u00e3o de ouvintes musicais e levar ao [p\u00fablico] conhecimento da sua pr\u00f3pria riqueza e diversidade cultural\u201d, conta Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada artista ou grupo far\u00e1 cerca de 30 a 40 apresenta\u00e7\u00f5es em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds ao longo do ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 um projeto muito din\u00e2mico, muito vivo, que responde a demandas conforme os diferentes contextos da cultura brasileira\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Segundo ele, a organiza\u00e7\u00e3o do festival trabalha para garantir essa diversidade cultural sempre representada e, a cada edi\u00e7\u00e3o, trazer novidades da cena musical para o projeto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro grupo de carimb\u00f3 de mulheres ind\u00edgenas do Brasil, Suraras do Tapaj\u00f3s (PA) tamb\u00e9m integra a turn\u00ea deste ano. Com repert\u00f3rio autoral e releituras da m\u00fasica paraense, o grupo traz letras que exaltam natureza, for\u00e7a feminina e ancestralidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo baiano Cabokaji une refer\u00eancias ind\u00edgenas e afro-brasileiras a ritmos eletr\u00f4nicos e dan\u00e7antes, com performance que envolve m\u00fasica, corpo e elementos rituais. No&nbsp;<em>show<\/em>, h\u00e1 refer\u00eancia a comunidades como Xukuru-Kariri (AL) e Fulni-\u00f4 (PE), al\u00e9m de trazer o debate sobre territorialidade e repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o grupo Nder\u00e9 Obl\u00e9 re\u00fane artistas do Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Costa do Marfim. A proposta \u00e9 criar pontes entre ancestralidade e futuro por meio de m\u00fasica, palavra e corpo, dentro do circuito de m\u00fasica afro e ind\u00edgena contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a ind\u00edgena na m\u00fasica brasileira, al\u00e9m dos instrumentos, h\u00e1 um atravessamento hist\u00f3rico que aborda temas como territ\u00f3rios, cren\u00e7as, modos de vida, formas de fazer, de produzir e de se manifestar por meio da m\u00fasica, e que se entrela\u00e7am com as matrizes africanas na forma\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds\u201d, ressaltou Minervini sobre o tema desta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Edi\u00e7\u00e3o 2024-2025<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No bi\u00eanio 2024-2025, circularam pelo Brasil dez combina\u00e7\u00f5es de grupos e artistas, fruto da curadoria do Sesc. Em&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/cultura\/noticia\/2025-11\/festival-de-musica-brasileira-promove-mais-de-300-shows-em-todo-pais\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>shows<\/em>&nbsp;in\u00e9ditos<\/a>, eles apresentaram uma mistura de suas refer\u00eancias, estilos e instrumentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tema da edi\u00e7\u00e3o foi&nbsp;<em>Encontros, Tempos e Territ\u00f3rios<\/em>, que gerou uma s\u00e9rie documental produzida pelo SescTV. Os epis\u00f3dios da s\u00e9rie est\u00e3o no&nbsp;<a href=\"https:\/\/sesc.digital\/colecao\/sonora-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">site do Sesc Digital<\/a>, com acesso gratuito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sonora Brasil come\u00e7a em junho e vai at\u00e9 dezembro A 28\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Sonora Brasil, festival de m\u00fasica brasileira realizado&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5075,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-5073","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5073"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5073\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5076,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5073\/revisions\/5076"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5075"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}