{"id":6667,"date":"2026-05-03T16:04:32","date_gmt":"2026-05-03T19:04:32","guid":{"rendered":"http:\/\/nahoranoticias.com\/?p=6667"},"modified":"2026-05-03T16:04:34","modified_gmt":"2026-05-03T19:04:34","slug":"bioeconomia-em-areas-degradadas-cria-producao-sustentavel-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nahoranoticias.com\/?p=6667","title":{"rendered":"Bioeconomia em \u00e1reas degradadas cria produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Projetos de agrofloresta e agroecologia transformam comunidades<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/255911.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma antiga \u00e1rea de pasto, na zona rural de Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s, no Par\u00e1, est\u00e1 instalada uma fazenda-laborat\u00f3rio da Belterra Agroflorestas. \u00c9 nesta fazenda, chamada de S\u00e3o Francisco, que a Belterra desenvolve um trabalho de restaura\u00e7\u00e3o de pastagens por meio de um sistema agroflorestal (SAF) para o cultivo de cacau.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1687193&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1687193&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sistema agroflorestal, pr\u00f3ximo \u00e0 Floresta Nacional dos Caraj\u00e1s, diferentes culturas coexistem. O plantio de bananeiras, por exemplo, \u00e9 usado&nbsp;para criar um ambiente favor\u00e1vel, com bastante sombra, para o crescimento do cacau e das esp\u00e9cies florestais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apoiada pela Vale desde 2020 e, mais recentemente, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), por meio do Fundo Clima, a Belterra \u00e9 um exemplo de empresa que come\u00e7ou como startup e que tem se dedicado a recuperar \u00e1reas degradadas com&nbsp;sistemas agroflorestais (SAFs).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de movimentar a economia da regi\u00e3o, esse projeto ajuda a promover a restaura\u00e7\u00e3o florestal, conectando pequenos e m\u00e9dios produtores ao mercado de cr\u00e9ditos de carbono.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/En7C7nuA_8WNWBiVbU1JnHYUK5M=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/04\/24\/whatsapp_image_2026-04-24_at_19.07.14.jpeg?itok=gdHCCdrJ\" alt=\"Fazenda-laborat\u00f3rio da Belterra Agroflorestas, no Par\u00e1. Foto: Washington Alves\/Light Press\" title=\"Washington Alves\/Light Press\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Fazenda-laborat\u00f3rio da Belterra Agroflorestas, no Par\u00e1. Foto:&nbsp;<strong>Washington Alves\/Light Press<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 na regi\u00e3o amaz\u00f4nica h\u00e1 atualmente 789 startups que produzem um impacto positivo sobre a floresta, segundo a plataforma Jornada Amaz\u00f4nia. Mas elas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas. Outras cadeias produtivas ligadas \u00e0 floresta, \u00e0 agroecologia, \u00e0 bioeconomia e \u00e0 agricultura familiar tamb\u00e9m est\u00e3o impulsionando a economia e a gera\u00e7\u00e3o de renda na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, especialmente no Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), que \u00e9 vinculada ao Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa), por exemplo, tem desenvolvido mais de 40 projetos relacionados \u00e0 bioeconomia na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre eles, h\u00e1 projetos relacionados ao guaran\u00e1, ao cacau e \u00e0 castanha. H\u00e1 tamb\u00e9m projetos voltados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e at\u00e9 de carne, com balan\u00e7os favor\u00e1veis de carbono, ou seja, com baixa emiss\u00e3o de gases de efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cS\u00e3o projetos que est\u00e3o em plena execu\u00e7\u00e3o e com diferentes abordagens. Um desses exemplos \u00e9 o melhoramento gen\u00e9tico do a\u00e7a\u00ed, uma cultura que tem uma import\u00e2ncia enorme para a popula\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica\u201d, disse Alexandre Hoffmann, engenheiro agr\u00f4nomo, pesquisador e gerente-adjunto de portf\u00f3lios e programas de PD&amp;I da Embrapa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, Hoffmann destacou que \u00e9 poss\u00edvel manter a biodiversidade das florestas e, ao mesmo tempo, gerar produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas sustent\u00e1veis na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA biodiversidade da Amaz\u00f4nia tem um potencial que n\u00e3o foi ainda explorado em sua totalidade. Mas isso n\u00e3o significa derrubar a floresta. Muito pelo contr\u00e1rio: significa manter a floresta em p\u00e9 e utiliz\u00e1-la de forma sustent\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 a floresta em si, como tamb\u00e9m os recursos que l\u00e1 est\u00e3o\u201d, disse ele.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA manuten\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9 \u00e9 uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Isso diz respeito tamb\u00e9m \u00e0s quest\u00f5es de balan\u00e7o h\u00eddrico, \u00e0s rea\u00e7\u00f5es \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. E isso tudo envolve ci\u00eancia, tecnologia e identifica\u00e7\u00e3o de produtos que podem ser extra\u00eddos e utilizados pela biodiversidade\u201d, ressaltou o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/3Za0Jc3rH1nEpshyL7gms68WsNE=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/04\/24\/whatsapp_image_2026-04-24_at_19.07.09.jpeg?itok=PgeualxZ\" alt=\"Fazenda-laborat\u00f3rio da Belterra Agroflorestas, no Par\u00e1. Foto: Washington Alves\/Light Press\" title=\"Washington Alves\/Light Press\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Fazenda-laborat\u00f3rio da Belterra Agroflorestas, no Par\u00e1. Foto:&nbsp;<strong>Washington Alves\/Light Press<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Assentamento Palmares II<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das agroflorestas, h\u00e1 diversos outros projetos sustent\u00e1veis&nbsp;na regi\u00e3o amaz\u00f4nica que buscam preservar a biodiversidade, ao mesmo tempo em que geram renda e seguran\u00e7a alimentar. Muitos desses projetos s\u00e3o tocados por agricultores familiares e comunidades tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um antigo assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Teto (MST), chamado de Palmares II, localizado na cidade de Parauapebas, por exemplo, produtores rurais est\u00e3o iniciando o plantio de mandioca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m apoiados pela Vale, cerca de 33 produtores e produtoras da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores da Vila Palmares Sul (Aprovipar) decidiram unir for\u00e7as no plantio da mandioca para fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 cerca de dois anos, eles se aliaram \u00e0 Cooperativa dos Produtores de Alimentos de Parauapebas (Coopa) para dar um destino \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o. O primeiro passo j\u00e1 foi dado, com a inaugura\u00e7\u00e3o da Casa de Farinha da Palmares II, onde a mandioca produzida pela agricultura familiar vai ser descascada, lavada, prensada, escaldada e torrada para se transformar em diversos tipos de farinha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O vice-presidente da associa\u00e7\u00e3o, Roberto de Almeida Menezes, destacou que&nbsp;n\u00e3o adianta produzir se n\u00e3o for poss\u00edvel beneficiar ou escoar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cS\u00f3 arrancar e vender a mandioca \u00e9 muito dif\u00edcil. \u00c9 preciso beneficiar. Hoje, Parauapebas n\u00e3o produz nem 2% dos derivados de mandioca que consome. Vem tudo de fora. Ent\u00e3o, n\u00f3s n\u00e3o temos medo de colocar nosso produto no mercado\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para aumentar essa produ\u00e7\u00e3o, os produtores chamaram um especialista para fazer um processo de an\u00e1lise e de corre\u00e7\u00e3o do solo, al\u00e9m da aduba\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNosso plantio foi iniciado no final de 2024. A mandioca precisa de 18 meses para estar pronta. Ent\u00e3o, ainda teremos mais uns meses para a colheita\u201d, disse o vice-presidente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para produzir essa mandioca, as fam\u00edlias assentadas v\u00eam trabalhando na consolida\u00e7\u00e3o da agroecologia, um modelo de produ\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m da agricultura tradicional, promovendo pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis e sem o uso de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o pr\u00f3prio MST, a agroecologia \u00e9 at\u00e9 mesmo uma alternativa para o enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, j\u00e1 que procura utilizar t\u00e9cnicas e manejos mais naturais e que n\u00e3o promovem a degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;diretora de solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza da Vale,&nbsp;Patricia Daros, ressaltou que o MST \u00e9 um dos maiores produtores de alimentos org\u00e2nicos do Brasil. Ela afirma que a empresa olha para o territ\u00f3rio em que atua e v\u00ea oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Somos uma grande empresa, temos o nosso neg\u00f3cio que \u00e9 produzir min\u00e9rio de ferro, cobre e n\u00edquel, mas a gente est\u00e1 dentro de um territ\u00f3rio. E n\u00e3o podemos negligenciar isso. O mercado de restaura\u00e7\u00e3o florestal hoje no Brasil est\u00e1 pujante. Sistemas agroflorestais s\u00e3o f\u00e1ceis? N\u00e3o. Mas se voc\u00ea olhar para uma Belterra que n\u00e3o existia cinco anos atr\u00e1s e hoje \u00e9 uma das maiores empresas de restaura\u00e7\u00e3o florestal no Brasil, estes s\u00e3o neg\u00f3cios que est\u00e3o dando certo\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bioeconomia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto a Belterra Agroflorestas quanto o projeto de produ\u00e7\u00e3o e de beneficiamento da mandioca por meio de projetos que envolvem a agricultura familiar e a agroecologia materializam uma das grandes tend\u00eancias da atividade agropecu\u00e1ria para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas: o avan\u00e7o da chamada bioeconomia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De maneira geral, a bioeconomia \u00e9 um modelo econ\u00f4mico baseado no uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais. Al\u00e9m desses projetos serem sustent\u00e1veis, eles tamb\u00e9m fortalecem as tradi\u00e7\u00f5es locais e as cadeias produtivas.&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-05\/potencial-para-bioeconomia-atrai-investimentos-na-amazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Na Amaz\u00f4nia, os resultados positivos dessa forma sustent\u00e1vel de neg\u00f3cio tem atra\u00eddo, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma estimativa conservadora, que desconsidera os efeitos de novas pol\u00edticas clim\u00e1ticas, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bioinova\u00e7\u00e3o (Abbi) diz que a bioeconomia poder\u00e1 movimentar US$ 108 bilh\u00f5es no pa\u00eds at\u00e9 2050.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 no Par\u00e1, por exemplo, a bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilh\u00f5es por ano, impulsionada por cadeias produtivas ligadas \u00e0 floresta, aos rios e \u00e0 agricultura familiar, segundo dados do Relat\u00f3rio T\u00e9cnico Preliminar: An\u00e1lise da Bioeconomia da Sociobiodiversidade no Estado do Par\u00e1. O documento foi elaborado pela Rede Par\u00e1 de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Integra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora j\u00e1 estejam provocando algumas mudan\u00e7as e at\u00e9 ajudado a movimentar a economia da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, esses diversos projetos de bioeconomia, no entanto, ainda s\u00e3o incipientes na tarefa de mitigar a crise clim\u00e1tica. Para Pedro Abel Vieira, pesquisador da \u00e1rea de estudos estrat\u00e9gicos da Embrapa, os projetos desenvolvidos na Amaz\u00f4nia s\u00e3o atualmente fragmentados e heterog\u00eaneos, sem conversarem entre si.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs projetos s\u00e3o positivos, mas sem foco\u201d, diz ele, que defende uma vis\u00e3o mais hol\u00edstica ou integrada para a Amaz\u00f4nia. \u201cN\u00f3s precisamos ocupar, e ocupar no sentido institucional de Estado, da presen\u00e7a do Estado l\u00e1. \u00c9 preciso dar dire\u00e7\u00f5es e criar institucionalidades [nessa regi\u00e3o]\u201d, destacou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois dessa presen\u00e7a, ressalta ele, \u00e9 preciso tamb\u00e9m dar um direcionamento para esses projetos e garantir previsibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s temos que avan\u00e7ar agora no que a gente chama de bioeconomia ampliada [um processo que combinaria inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica com conhecimento tradicional, especialmente para promover a biodiversidade, o desenvolvimento rural e a descarboniza\u00e7\u00e3o industrial]. E isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com coordena\u00e7\u00e3o\u201d, refor\u00e7ou Vieira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estrat\u00e9gia&nbsp;inclusiva<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Projetos de agloflorestas e agroecologia, que buscam transformar terras degradadas em uma produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel,&nbsp;ocorrem no momento em que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas apontam que o reflorestamento \u00e9 uma quest\u00e3o urgente mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-023-06970-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Um estudo publicado pela revista Nature em 2024<\/a>&nbsp;apontou que, em 2050, a Amaz\u00f4nia poder\u00e1 atingir o chamado \u201cponto de n\u00e3o retorno\u201d,&nbsp;em que a floresta n\u00e3o seria capaz de se sustentar e o bioma come\u00e7aria a sofrer um processo de savaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso pode fazer com que planta\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds tamb\u00e9m sejam impactadas e perdidas, j\u00e1 que a Amaz\u00f4nia \u00e9 fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o do regime de chuvas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, a bioeconomia aparece como uma boa alternativa para o Brasil.&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-04\/governo-apresenta-plano-para-desenvolver-bioeconomia-no-pais\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">No in\u00edcio deste m\u00eas, o governo federal lan\u00e7ou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), uma estrat\u00e9gia para tornar a bioediversidade um dos grandes ativos do pa\u00eds<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No lan\u00e7amento do plano, a secret\u00e1ria nacional de Bioeconomia do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, Carina Pimenta, defendeu que o plano \u00e9 uma grande estrat\u00e9gia de desenvolvimento nacional que olha para os ativos ambientais n\u00e3o apenas do ponto de vista da conserva\u00e7\u00e3o, mas de como fazer o uso deles dentro das atividades econ\u00f4micas, &#8220;gerando um novo ciclo de prosperidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA Estrat\u00e9gia Nacional de Bioeconomia tem uma formula\u00e7\u00e3o muito interessante\u201d, admitiu o pesquisador Roberto Porro, da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental. No entanto, destacou ele \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, \u00e9 preciso observar se essa estrat\u00e9gia criada pelo governo federal vai garantir tamb\u00e9m o fortalecimento da sociobiodiversidade e da economia inclusiva, principalmente na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA bioeconomia est\u00e1 sendo abarcada por uma gama muito grande de atividades, de setores e de possibilidades econ\u00f4micas e isso traz consigo uma s\u00e9rie de desafios\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando voc\u00ea trabalha com comunidades tradicionais ou com um segmento social que tem sido&nbsp;marginalizado&nbsp;h\u00e1 d\u00e9cadas, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 adequado voc\u00ea trabalhar com a l\u00f3gica do mercado pura e simples e com os tempos ou com o cronograma que o mercado demanda\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, n\u00e3o basta pensar na bioeconomia em uma perspectiva de preserva\u00e7\u00e3o das florestas se n\u00e3o se garante a justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o basta voc\u00ea substituir combust\u00edvel f\u00f3ssil e n\u00e3o basta voc\u00ea ter uma produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola mais produtiva se voc\u00ea fizer isso \u00e0s custas de quest\u00f5es sociais e das culturas locais\u201d, afirmou. \u201cPor isso eu espero que se consolidem essas iniciativas voltadas a uma bioeconomia inclusiva, de fato. Uma bioeconomia que possa contribuir e n\u00e3o prejudicar esses grupos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projetos de agrofloresta e agroecologia transformam comunidades Em uma antiga \u00e1rea de pasto, na zona rural de Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6669,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14,4],"tags":[],"class_list":["post-6667","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6667"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6667\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6670,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6667\/revisions\/6670"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nahoranoticias.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}