{"id":7856,"date":"2026-05-27T10:31:13","date_gmt":"2026-05-27T13:31:13","guid":{"rendered":"http:\/\/nahoranoticias.com\/?p=7856"},"modified":"2026-05-27T10:31:15","modified_gmt":"2026-05-27T13:31:15","slug":"estudo-mapeia-13-perfis-de-jovens-mais-vulneraveis-a-desigualdades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nahoranoticias.com\/?p=7856","title":{"rendered":"Estudo mapeia 13 perfis de jovens mais vulner\u00e1veis a desigualdades"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao mercado de trabalho est\u00e3o entre dificuldades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/257295.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dificuldade de continuar os estudos, trabalhos informais, viol\u00eancia urbana e cyberbullying s\u00e3o alguns dos desafios enfrentados por jovens vulner\u00e1veis de diferentes grupos, segundo o estudo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.frm.org.br\/conteudo\/mobilizacao-social\/publicacao\/juventudes-brasileiras-minorizadas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Juventudes Brasileiras Minorizadas<\/em><\/a>, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (26).&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1690923&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1690923&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho re\u00fane 14 artigos produzidos por especialistas de diferentes \u00e1reas, al\u00e9m do relato de jovens que enfrentam a desigualdade&nbsp;no acesso a direitos. A publica\u00e7\u00e3o foi realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho, a Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa &#8211; Ita\u00fa Educa\u00e7\u00e3o e Trabalho, o Interdisciplinaridade e Evid\u00eancias no Debate Educacional (Iede) e o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa re\u00fane an\u00e1lises sobre 13 perfis de juventudes vulnerabilizadas e aponta que desigualdades estruturais de ra\u00e7a, renda, g\u00eanero e territ\u00f3rio seguem comprometendo o acesso a direitos b\u00e1sicos e oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os grupos analisados est\u00e3o juventudes negras, ind\u00edgenas, quilombolas, rurais, LGBTQIAPN+, jovens m\u00e3es, pessoas com defici\u00eancia, adolescentes submetidos ao trabalho infantil e jovens refugiados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/B8s3iBsVJiQZD80G51sN2ceaEkE=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/06\/11\/trabalho_infantil01.jpg?itok=lx3pKo0v\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 11\/06\/2025 - Combate ao trabalho infantil.\nFoto: Minist\u00e9rio do trabalho\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Minist\u00e9rio do Trabalho\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Jovens regatados em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil.&nbsp;<strong>Minist\u00e9rio do Trabalho\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua 2025 utilizados no estudo, o Brasil tem mais de 46,5 milh\u00f5es de jovens entre 15 e 29 anos. Desse total, 7,9 milh\u00f5es est\u00e3o fora da escola sem concluir a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica: o equivalente a 17% da popula\u00e7\u00e3o jovem. Entre eles, sete em cada dez s\u00e3o negros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa aponta ainda que 11,9 milh\u00f5es de jovens vivem em situa\u00e7\u00e3o de pobreza.\u00a0Entre os jovens em extrema pobreza, 74,9% s\u00e3o negros, e mulheres negras representam 40% da juventude pobre do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os pesquisadores,\u00a0fatores como dificuldade de acesso \u00e0 internet, longos deslocamentos, necessidade de conciliar estudo e trabalho e inser\u00e7\u00e3o precoce em ocupa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias aprofundam desigualdades hist\u00f3ricas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A superintendente de conhecimento da Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho, Rosalina Soares, define que, ao escutar os jovens e reunir evid\u00eancias sobre diferentes perfis de juventudes brasileiras, o trabalho busca contribuir para que pol\u00edticas p\u00fablicas sejam constru\u00eddas considerando suas vozes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPor tr\u00e1s dos indicadores existem trajet\u00f3rias reais, sonhos interrompidos e desafios cotidianos muitas vezes atravessados por desigualdades persistentes\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Juventude rural<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo destaca que as desigualdades aparecem de forma ainda mais intensa entre jovens de territ\u00f3rios vulnerabilizados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas \u00e1reas rurais, por exemplo, 33% dos jovens est\u00e3o fora da escola sem concluir a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, percentual duas vezes maior do que o registrado nas \u00e1reas urbanas.\u00a0A informalidade tamb\u00e9m atinge 69% das juventudes rurais, contra 41% dos jovens urbanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre ind\u00edgenas, a taxa de analfabetismo \u00e9 tr\u00eas vezes maior do que entre n\u00e3o ind\u00edgenas. Al\u00e9m disso, apenas 42% dos jovens ind\u00edgenas de 18 a 29 anos conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 entre quilombolas, apesar do crescimento das matr\u00edculas em escolas quilombolas, cerca de 30% dos estudantes apresentam atraso escolar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para os impactos da viol\u00eancia e da discrimina\u00e7\u00e3o nas trajet\u00f3rias educacionais e profissionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jovens negros s\u00e3o v\u00edtimas de viol\u00eancia urbana em propor\u00e7\u00e3o quatro vezes maior do que jovens brancos. No caso das juventudes LGBTQIAPN+, o estudo aponta que agress\u00f5es verbais, f\u00edsicas e casos de cyberbullying afetam diretamente a perman\u00eancia escolar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/AFmkjxVdWLVi2kc_7oLi2lCRsJ4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_mg_4412_0.jpg?itok=Ca-6VEGz\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) 17\/11\/2023 - Transexuais,\u00a0travestis e apoiadores participam da segunda edi\u00e7\u00e3o da Marcha Trans e Travesti, em mobiliza\u00e7\u00e3o por direitos, no centro da cidade. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Transexuais,&nbsp;travestis e apoiadores participam da segunda edi\u00e7\u00e3o da Marcha Trans e Travesti, em mobiliza\u00e7\u00e3o por direitos, no centro da cidade. Foto:&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a chefe de Educa\u00e7\u00e3o do Unicef no Brasil, M\u00f4nica Dias Pinto, as desigualdades exigem pol\u00edticas p\u00fablicas articuladas para garantir perman\u00eancia escolar e inclus\u00e3o produtiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando olhamos para as juventudes no Brasil, fatores interseccionais como cor, ra\u00e7a e renda ajudam a explicar por que as oportunidades n\u00e3o chegam do mesmo jeito para todas e todos\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o entre escolaridade e inser\u00e7\u00e3o profissional tamb\u00e9m aparece entre jovens m\u00e3es.\u00a0Dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade de 2019 mostram que, na faixa et\u00e1ria de 15 a 19 anos, 60,8% dos jovens com filhos est\u00e3o fora da escola sem concluir os estudos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/wZW4SQiPu05Q0FF43W5TXZJIFrM=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/04\/10\/angelica_kalapalo.jpg?itok=qJXBS_z7\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 08\/04\/2026 - A ind\u00edgena, Ang\u00e9lica Kalapalo, com seu filho no Acampamento Terra Livre - ATL 2026. Foto: Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A ind\u00edgena&nbsp;Ang\u00e9lica Kalapalo&nbsp;com seu filho no Acampamento Terra Livre &#8211; ATL 2026. Foto:&nbsp;<strong>Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil, a cantora e estudante de produ\u00e7\u00e3o cultural Nat\u00e1lia Ara\u00fajo conta que participou da constru\u00e7\u00e3o do estudo e compartilhou sua experi\u00eancia como jovem m\u00e3e perif\u00e9rica e trabalhadora informal desde a adolesc\u00eancia:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu engravidei com 17 anos e tive meu filho aos 18. Trabalhei em tr\u00eas lugares durante a gravidez, isso \u00e9 muito cotidiano nas periferias. Muitas vezes a gente naturaliza o trabalho infantil e a necessidade de trabalhar cedo, mas isso n\u00e3o deveria ser normal\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/AtdfG62y16LZIjPUwDuEyTQ470s=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/26\/whatsapp_image_2026-05-26_at_14.36.08.jpeg?itok=X9Ps7u_V\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 26\/05\/2026 - FOTO DE ARQUIVO - A cantora e estudante de produ\u00e7\u00e3o cultural Nat\u00e1lia Ara\u00fajo. Foto: Adriana Martins\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Adriana Martins\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A cantora e estudante de produ\u00e7\u00e3o cultural Nat\u00e1lia Ara\u00fajo. Foto: Adriana Martins\/Divulga\u00e7\u00e3o &#8211;&nbsp;<strong>Adriana Martins\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nat\u00e1lia destacou a import\u00e2ncia de incluir jovens diretamente afetados pelas desigualdades na elabora\u00e7\u00e3o de pesquisas e pol\u00edticas p\u00fablicas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu sou uma exce\u00e7\u00e3o, porque fui alcan\u00e7ada por projetos sociais e institui\u00e7\u00f5es que me deram oportunidades, mas isso n\u00e3o pode depender apenas de iniciativas isoladas\u2019\u2019, disse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Trabalho infantil<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa tamb\u00e9m aponta que adolescentes submetidos ao trabalho infantil enfrentam maior exclus\u00e3o escolar e dificuldades de aprendizagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2024, cerca de 1,6 milh\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes de 5 a 17 anos estavam em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil no Brasil, segundo a PNAD Cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o diretor-fundador do Iede, Ernesto Martins Faria, o estudo amplia o olhar sobre juventudes que normalmente ficam invis\u00edveis nas estat\u00edsticas tradicionais:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Brasil tem desigualdades profundas, que criam obst\u00e1culos para diferentes grupos ao longo de suas trajet\u00f3rias educacionais e de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. H\u00e1 uma diversidade de juventudes, com caracter\u00edsticas espec\u00edficas, que merece mais aten\u00e7\u00e3o, e este estudo \u00e9 importante por dar visibilidade a 13 desses grupos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os organizadores defendem que o levantamento pode subsidiar a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 perman\u00eancia escolar, prote\u00e7\u00e3o social, combate \u00e0s desigualdades e amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao trabalho digno para jovens em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao mercado de trabalho est\u00e3o entre dificuldades. 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