{"id":7880,"date":"2026-05-27T10:46:58","date_gmt":"2026-05-27T13:46:58","guid":{"rendered":"http:\/\/nahoranoticias.com\/?p=7880"},"modified":"2026-05-27T10:46:59","modified_gmt":"2026-05-27T13:46:59","slug":"mais-de-93-dos-peixes-vendidos-no-litoral-do-parana-tem-microplastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nahoranoticias.com\/?p=7880","title":{"rendered":"Mais de 93% dos peixes vendidos no litoral do Paran\u00e1 t\u00eam micropl\u00e1stico"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudo cient\u00edfico tamb\u00e9m identificou fragmentos em aves.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/257333.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ocean\u00f3grafa Fernanda Possatto apresenta uma bancada repleta de lixo pl\u00e1stico encontrado em 14 praias do litoral do Paran\u00e1. Segundo ela, esses s\u00e3o os res\u00edduos f\u00e1ceis de se ver. No entanto, a pesquisa dela destaca outra preocupa\u00e7\u00e3o presente no mar, muito mais dif\u00edceis de se visualizar: os micropl\u00e1sticos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1691082&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1691082&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um levantamento conduzido pela pesquisadora aponta que\u00a093,6% de uma amostra de peixes coletados em feiras e mercados do litoral paranaense apresentam micropl\u00e1sticos no trato digestivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos 47 indiv\u00edduos examinados, 44 apresentaram part\u00edculas.\u00a0A maior contamina\u00e7\u00e3o ocorreu em peixes demersais, que vivem em contato direto com o fundo do mar.\u00a0Os micropl\u00e1sticos s\u00e3o fragmentos menores que 5 mil\u00edmetros (mm), vest\u00edgios de produtos feitos com pl\u00e1stico e que foram consumidos pelos peixes examinados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIsso n\u00e3o significa que os peixes n\u00e3o podem ser ingeridos, porque a gente n\u00e3o est\u00e1 falando de sa\u00fade alimentar ainda, mas isso j\u00e1 \u00e9 um ind\u00edcio de que a gente precisa estudar melhor esses impactos\u201d, disse ela a jornalistas na sede da Associa\u00e7\u00e3o Mar Brasil, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente n\u00e3o est\u00e1 falando ainda de risco para sa\u00fade humana porque hoje a gente n\u00e3o come o trato, n\u00e3o come o est\u00f4mago, a gente come o m\u00fasculo\u201d, tranquiliza.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/rGkLXKK3KahivBR1kvrw4RU1Fco=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/26\/_d6a4940_0.jpg?itok=vI-slc6s\" alt=\"Pontal do Paran\u00e1 (PR), 18\/05\/2026 \u2013 A pesquisadora Fernanda Possatto, do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar), fala sobre o trabalho com res\u00edduos de lixo no mar. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora Fernanda Possatto, do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar), fala sobre o trabalho com res\u00edduos de lixo no mar &#8211;\u00a0Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Projeto de recupera\u00e7\u00e3o marinha<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sede da Mar Brasil fica na cidade de Pontal do Paran\u00e1, em uma praia de frente para a tur\u00edstica Ilha do Mel. A organiza\u00e7\u00e3o desenvolve o Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar), iniciativa patrocinada pela Petrobras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perto dali, h\u00e1 ambientes com caracter\u00edsticas diversas, como a Ilha da Cotinga, uma terra ind\u00edgena; \u00e1reas cont\u00ednuas de manguezais; e o Porto de Paranagu\u00e1, que atrai constantemente frotas de navios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora Fernanda defende a necessidade de novos estudos para identificar o efeito do micropl\u00e1stico nos peixes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuanto dos componentes t\u00f3xicos que existem desse micropl\u00e1stico presente no est\u00f4mago pode ser absorvido pelos tecidos musculares das esp\u00e9cies de peixes?\u201d, indaga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela cita que\u00a0outros estudos apontaram que os fragmentos podem liberar subst\u00e2ncias t\u00f3xicas que resultam na altera\u00e7\u00e3o da fecundidade dos animais e surgimento de tumores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTudo isso ainda est\u00e1 sendo analisado e estudado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Forma\u00e7\u00e3o e destino<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-10\/micro-e-nanoplasticos-contaminam-agua-ar-e-alimentos-mostra-estudo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">micropl\u00e1sticos<\/a>\u00a0s\u00e3o fragmentos do material maior, o pl\u00e1stico, que sob efeito do tempo e da irradia\u00e7\u00e3o solar, se quebram em micropart\u00edculas e acabam ficando na \u00e1gua, no solo e no ar, chegando \u00e0 cadeia alimentar.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas part\u00edculas podem surgir de lixo no mar, como embalagens e garrafas, pneus, tecidos e revestimentos com tinta. As tintas, ali\u00e1s, s\u00e3o fontes de elementos qu\u00edmicos presentes nesses fragmentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma pesquisa brasileira chegou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-07\/pesquisa-encontra-plastico-em-placentas-e-cordoes-umbilicais-no-brasi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">encontrar micropl\u00e1sticos em placentas e cord\u00f5es umbilicais<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A<a href=\"https:\/\/www.who.int\/news\/item\/22-08-2019-who-calls-for-more-research-into-microplastics-and-a-crackdown-on-plastic-pollution\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&nbsp;Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/a>&nbsp;reconhece que o mundo enfrenta problemas relacionados \u00e0 presen\u00e7a de micropl\u00e1stico e defende mais pesquisas sobre o efeito dos fragmentos na sa\u00fade humana.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/uXF_J0HiYVXZ4Y-DAYFcOTortqo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/26\/_d6a5074_0.jpg?itok=rVxiS87J\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<canvas width=\"24\" height=\"24\"><\/canvas><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Galeria de fotos &#8211; Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Presen\u00e7a em aves<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estudos do Rebimar identificaram a presen\u00e7a do micropl\u00e1stico tamb\u00e9m em aves que t\u00eam contato com o mar.\u00a0Foram analisadas gaivotas e corujas-buraqueiras. O levantamento foi feito por meio de an\u00e1lise de material regurgitado (expelido do est\u00f4mago ou do papo) pelas aves vivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 69% delas, foram notados fragmentos.\u00a0\u201cSe voc\u00ea nota que a cada dez indiv\u00edduos, sete t\u00eam micropl\u00e1stico, \u00e9 muito alto\u201d, pontua a ocean\u00f3grafa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fernanda Possatto, que trabalha com pesquisas ligadas ao lixo no mar, contextualiza que o micropl\u00e1stico \u00e9 encontrado tanto em \u00e1reas com bastante presen\u00e7a humana, como nos arredores do Porto de Paranagu\u00e1, com em \u00e1reas preservadas ambientalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ela, \u00e9 um indicativo de que \u201cfronteira geogr\u00e1fica n\u00e3o existe para a quest\u00e3o do pl\u00e1stico\u201d. Ela explica que\u00a0os fragmentos s\u00e3o transportados por correntes, ventos e mar\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTudo isso influencia na presen\u00e7a. Faz com que seja um problema sist\u00eamico.\u201d<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/6ZcjxZyaRW1N2TLdanBvP1NLo0g=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/26\/_d6a5325_0.jpg?itok=vmbAPJ0s\" alt=\"Paranagu\u00e1 (PR), 19\/05\/2026 \u2013 Expedi\u00e7\u00e3o da equipe de pesquisadores do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar) conduz captura para monitoramento de tartarugas-verde (Chelonia mydas), na Ilha das Cobras. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Expedi\u00e7\u00e3o da equipe de pesquisadores do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar) conduz captura para monitoramento de tartarugas-verde, na Ilha das Cobras &#8211;\u00a0Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Utilidade das informa\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ocean\u00f3grafa acrescenta que\u00a0a pesquisa pode fornecer informa\u00e7\u00f5es para que autoridades p\u00fablicas tracem limites para a presen\u00e7a de micropl\u00e1stico em humanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente n\u00e3o tem hoje um \u00edndice que nos diz se 1 micropl\u00e1stico por metro c\u00fabico de \u00e1gua \u00e9 aceit\u00e1vel\u201d, exemplifica. \u201cEstamos em um processo de constru\u00e7\u00e3o desses \u00edndices.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a pesquisadora do Rebimar,\u00a0caminhos para mitigar o problema do micropl\u00e1stico no meio ambiente passam por a\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria e consumo consciente do pl\u00e1stico.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o tem uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica. A gente tem que pensar em v\u00e1rios leques de atua\u00e7\u00e3o, desde a sensibiliza\u00e7\u00e3o com a educa\u00e7\u00e3o ambiental at\u00e9 a fonte mesmo que \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lixo e tartarugas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra ponta do projeto ambiental \u00e9 o monitoramento de tartarugas-verdes, uma das sete esp\u00e9cies desses animais marinhos do mundo e uma das cinco registradas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo menos tr\u00eas vezes ao ano, pesquisadores da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) capturam e analisam a sa\u00fade das tartarugas. Desde 2014, foram feitas 435 capturas, sendo 313 indiv\u00edduos, ou seja, cerca de 120 foram observadas mais de uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bi\u00f3loga Camila Domit, coordenadora do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da UFPR, revela que 80% das tartarugas encontradas mortas no litoral paranaense tinham lixo no trato digestivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 assustador\u201d, enfatiza ela. \u201cDependendo da quantidade de lixo, pode levar o animal a \u00f3bito\u201d, esclarece.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/gLzvTXEPksREopmgJTRaUrWsuUs=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/26\/_d6a6600_0.jpg?itok=Lo8F0oY_\" alt=\"Pontal do Paran\u00e1 (PR), 19\/05\/2026 \u2013 A pesquisadora Camila Domit faz a instala\u00e7\u00e3o de dispositivo para monitoramento em uma  tartaruga-verde (Chelonia mydas) pelo Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar), no Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Paran\u00e1. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora Camila Domit\u00a0instala\u00a0dispositivo para monitoramento em uma tartaruga-verde como parte do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar), no Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Paran\u00e1 &#8211;\u00a0Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Camila acrescenta que, al\u00e9m da quantidade, o tipo de res\u00edduo \u00e9 uma complica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente encontra uma s\u00e9rie de pl\u00e1sticos r\u00edgidos que causam rompimento, les\u00f5es mais graves no trato digestivo desses animais\u201d, descreve.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estudos da UFPR e do Rebimar mostram que\u00a0cerca de mil tartarugas s\u00e3o encontradas mortas anualmente nas praias monitoradas. De cada dez, sete s\u00e3o v\u00edtimas de intera\u00e7\u00e3o com a pesca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bi\u00f3loga relaciona&nbsp;o&nbsp;lixo no mar com a vulnerabilidade das tartarugas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO animal come o lixo, fica debilitado, fica mais flutuando porque n\u00e3o consegue defecar, n\u00e3o consegue se alimentar bem e, ent\u00e3o, a intera\u00e7\u00e3o com a pesca acontece\u201d, detalha.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto utiliza tecnologias como rastreamento por sat\u00e9lite e ac\u00fastico para acompanhar trajetos e costumes dos animais marinhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Camila Domit,\u00a0as evid\u00eancias cient\u00edficas do Rebimar fornecem subs\u00eddios para que autoridades tomem decis\u00f5es que favorecem a preserva\u00e7\u00e3o dos animais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela lembra que o conhecimento cient\u00edfico dessas pesquisas contribuiu para que a Ilha das Cobras, na Ba\u00eda do Paranagu\u00e1, fosse transformada em parque estadual para conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando voc\u00ea tem dados cient\u00edficos, o processo da gest\u00e3o \u00e9 muito melhor\u201d, conclui.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/JJWHIXiJ6Y5mEy1ES7YbsXMysJQ=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/26\/_d6a6023_0.jpg?itok=EqFl35vY\" alt=\"Paranagu\u00e1 (PR), 19\/05\/2026 \u2013 A pesquisadora Camila Domit conduz monitoramento de tartarugas-verde (Chelonia mydas) pelo Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar), na Ilha das Cobras. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tartarugas-verdes monitoradas pelo Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar), na Ilha das Cobras &#8211;\u00a0Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Projeto cont\u00ednuo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Rebimar faz parte do Programa Socioambiental da Petrobras desde 2009 e conta com aporte de R$ 6 milh\u00f5es para um per\u00edodo de quatro anos, que pode ser habilitado para novo ciclo de investimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gerente setorial de integra\u00e7\u00e3o de projetos ambientais da estatal, Michele Cardoso, destaca o car\u00e1ter de continuidade do apoio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 importante ter nessa carteira de projetos parcerias de longo prazo que d\u00e3o essa robustez e solidificam os compromissos do programa\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo cient\u00edfico tamb\u00e9m identificou fragmentos em aves. 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