{"id":8266,"date":"2026-06-05T17:44:34","date_gmt":"2026-06-05T20:44:34","guid":{"rendered":"http:\/\/nahoranoticias.com\/?p=8266"},"modified":"2026-06-05T17:44:35","modified_gmt":"2026-06-05T20:44:35","slug":"enchentes-e-alagamentos-lideram-preocupacoes-ambientais-nas-capitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nahoranoticias.com\/?p=8266","title":{"rendered":"Enchentes e alagamentos lideram preocupa\u00e7\u00f5es ambientais nas capitais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 afetam rotina nas cidades, diz pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/257668.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os problemas ambientais que mais afligem moradores de capitais brasileiras atualmente s\u00e3o alagamentos e inunda\u00e7\u00f5es, de acordo com a pesquisa\u00a0<em>Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas<\/em>, divulgada nesta ter\u00e7a-feira (2) pelo Instituto Cidades Sustent\u00e1veis e Ipsos-Ipec.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1692126&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1692126&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A preocupa\u00e7\u00e3o foi manifestada como a principal em Porto Alegre (para 64% dos entrevistados), Goi\u00e2nia (50%), Belo Horizonte (49%), Recife (41%) e Rio de Janeiro (40%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os habitantes de S\u00e3o Paulo, o que mais exige aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica (51%). O levantamento, que contabilizou respostas de 3,5 mil entrevistas online, tamb\u00e9m abrangeu os munic\u00edpios de Bel\u00e9m, Fortaleza, Manaus e Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enchentes e alagamentos tamb\u00e9m ficam no topo da lista da parcela dos entrevistados com maior n\u00edvel de escolaridade (43%) e entre as classes A\/B (43%) e C (40%). Entre as classes D\/E, t\u00eam menor&nbsp;import\u00e2ncia (28%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a polui\u00e7\u00e3o do ar foi mais citada pelos participantes do levantamento com maior renda familiar\u00a0\u2013 mais de cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos (39%) e de dois a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos (37%), na compara\u00e7\u00e3o com quem tem renda de at\u00e9 dois sal\u00e1rios (31%).\u00a0 Tamb\u00e9m foi mais indicado pelas pessoas pertencentes \u00e0s classes A\/B (38%) e C (34%), enquanto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o lembrado pelas das classes D\/E (24%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coordenador-geral do Cidades Sustent\u00e1veis, Jorge Abrah\u00e3o, observa uma mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o sobre a realidade. Segundo ele, anteriormente, as pessoas ressaltavam mais t\u00f3picos relacionados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade e n\u00e3o tanto a demandas relativas ao meio ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abrah\u00e3o critica a morosidade com que autoridades governamentais apresentam ou tentam apresentar solu\u00e7\u00f5es. &#8220;S\u00f3 depois de um fato consumado \u00e9 que se vai de fato trabalhar a quest\u00e3o&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas vezes, exemplifica ele com um hipot\u00e9tico dilema entre consertar o asfalto e desenhar um plano de preven\u00e7\u00e3o ambiental, os gestores deixam de priorizar a \u00e1rea ambiental porque n\u00e3o garante a mesma proje\u00e7\u00e3o. &#8220;Ele [o governante] vai l\u00e1 e asfalta, porque aquilo d\u00e1 visibilidade, d\u00e1 retorno.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores registraram as impress\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o sobre os principais impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em seu dia a dia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O calor excessivo aparece em primeiro lugar, com 33%, seguido pela polui\u00e7\u00e3o do ar (22%). O pre\u00e7o dos alimentos (15%) e as enchentes (11%) aparecem em terceiro e quarto lugares, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima Marina Silva (Rede-SP) participou do lan\u00e7amento da pesquisa e destacou a necessidade de implementar e sustentar uma s\u00e9rie de medidas pr\u00e1ticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o d\u00e1 para a Uni\u00e3o ser a \u00fanica cobrada&#8221;, afirma ela, que defende a composi\u00e7\u00e3o de um conselho nacional de seguran\u00e7a clim\u00e1tica, um comit\u00ea t\u00e9cnico nos moldes do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7a do Clima (IPCC), da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, e de um marco regulat\u00f3rio que trate mais esmeradamente do conceito de emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a pesquisa, 84% dos entrevistados afirmam que as prefeituras podem contribuir no combate \u00e0s mudan\u00e7as do clima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marina Silva diz que, em mat\u00e9ria ambiental, o mundo est\u00e1 exposto hoje a uma &#8220;pedagogia do luto, da perda&#8221; e aprendendo por meio da dor.\u00a0E, no caso do Brasil, este ano de elei\u00e7\u00f5es, dever\u00e1 ser &#8220;desafiador&#8221;, em virtude do El Ni\u00f1o e da escolha de figuras que &#8220;v\u00e3o baixar a guarda&#8221; e ir\u00e3o adotar uma postura mais pol\u00edtica e diplom\u00e1tica, sem bater tanto de frente para lutar por certas convic\u00e7\u00f5es que os fariam perder votos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a deputada federal, faltam elementos, caso se mantenha somente uma agenda de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o intermin\u00e1vel. &#8220;\u00c9 isso que a gente precisa enfrentar cada vez mais com pol\u00edticas p\u00fablicas que dialoguem com os tr\u00eas n\u00edveis de enfrentamento do problema&#8221;, argumenta. &#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 quest\u00e3o de adaptar e mitigar, mas de transformar em modelo sustent\u00e1vel de desenvolvimento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa&nbsp;<em>Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas&nbsp;<\/em>foi elaborada com apoio do Sesc SP. Os question\u00e1rios foram aplicados no per\u00edodo de 1\u00ba a 27 de dezembro de 2025, entre pessoas com 16 anos ou mais, com resid\u00eancia nas capitais contempladas havia pelo menos dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viabilizado no \u00e2mbito do Programa Cidades Sustent\u00e1veis, conta com o cofinanciamento da Uni\u00e3o Europeia, como parte do&nbsp;<em>Programa de fortalecimento da sociedade civil e dos governos locais para a implementa\u00e7\u00e3o dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A iniciativa tamb\u00e9m resulta de colabora\u00e7\u00e3o com a Frente Nacional dos Prefeitos e Prefeitas (FNP) e a Estrat\u00e9gia ODS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 afetam rotina nas cidades, diz pesquisa. 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