{"id":9556,"date":"2026-07-04T11:46:09","date_gmt":"2026-07-04T14:46:09","guid":{"rendered":"http:\/\/nahoranoticias.com\/?p=9556"},"modified":"2026-07-04T11:46:11","modified_gmt":"2026-07-04T14:46:11","slug":"casal-produz-especies-nativas-da-amazonia-e-impulsiona-reflorestamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nahoranoticias.com\/?p=9556","title":{"rendered":"Casal produz esp\u00e9cies nativas da Amaz\u00f4nia e impulsiona reflorestamento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo terreno, se acomodam mudas de a\u00e7a\u00ed, cumaru, andiroba, preciosa, gombeira, ita\u00faba. Em uma \u00e1rea antes degradada na comunidade de Jaderl\u00e2ndia, em Santar\u00e9m, no oeste do Par\u00e1, surgem novas possibilidades de reflorestamento para a Amaz\u00f4nia.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1691572&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1691572&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O bi\u00f3logo Sidcley Matos Pereira e a veterin\u00e1ria Adna Pican\u00e7o decidiram construir um neg\u00f3cio ligado \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o do bioma. O Viveiro Florestal Ardosa nasceu em 2018, quando os dois buscavam uma alternativa de trabalho que n\u00e3o demandasse tantas viagens como antes, mas que os mantivesse na \u00e1rea ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nascimento da filha Catarina refor\u00e7ou a necessidade de fixar ra\u00edzes e o sentido pessoal do neg\u00f3cio.\u00a0\u201cA gente queria construir algo junto, perto da fam\u00edlia. E mostrar para ela [a filha] que existe um futuro sendo plantado aqui\u201d, diz Adna Pican\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/aOwdsXhiagPv2f4xhNW9n6UX3Uk=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/29\/viveiro-em-santarm-expande-produo-e-projeta-500-mil-mudas-nativas_55280639616_o.jpg?itok=8NqE1Rei\" alt=\"11\/05\/2026 - Sidcley Matos Pereira e Adna Pican\u00e7o, donos do Viveiro Ardosa. O Viveiro Florestal da Ardosa, em Santar\u00e9m (PA), consolida um novo ciclo de crescimento ao transformar uma \u00e1rea anteriormente degradada em um polo estrat\u00e9gico de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e economia sustent\u00e1vel. Impulsionada pelas conex\u00f5es da COP30 e pelo apoio t\u00e9cnico do Sebrae, a iniciativa j\u00e1 projeta saltar de uma capacidade inicial de 100 mil para at\u00e9 250 mil mudas de esp\u00e9cies nativas \u2014 como mogno e castanha-do-par\u00e1 \u2014 j\u00e1 no primeiro semestre de 2026, com a meta ambiciosa de atingir meio milh\u00e3o de mudas nos pr\u00f3ximos anos. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adna Pican\u00e7o e Sidcley Matos Pereira, donos do Viveiro Ardosa, em Santar\u00e9m (PA) &#8211;\u00a0Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O casal afirma que o projeto tamb\u00e9m nasceu de uma percep\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica adquirida no trabalho com a fauna silvestre.&nbsp;\u201cTodo animal resgatado, que precisava de cirurgia, estava em \u00e1rea degradada. A gente percebeu que n\u00e3o bastava s\u00f3 soltar os animais, precisava reflorestar para que aquela fauna tivesse alimento\u201d, conta a veterin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, o empreendimento se consolidou como uma das refer\u00eancias regionais em restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e produ\u00e7\u00e3o de mudas nativas da Amaz\u00f4nia. Com cultivo de mais de 110 esp\u00e9cies, o viveiro passa por uma expans\u00e3o acelerada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas no primeiro semestre de 2026,\u00a0a produ\u00e7\u00e3o deve alcan\u00e7ar entre 200 mil e 250 mil mudas. A m\u00e9dia anterior era de 100 mil por ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O neg\u00f3cio tamb\u00e9m recebeu cerca de R$ 190 mil em equipamentos e estrutura da Conserva\u00e7\u00e3o Internacional Brasil (CIB). O recurso ser\u00e1 usado para ampliar \u00e1reas de sombreamento, construir um galp\u00e3o de trabalho e instalar novas bancadas de produ\u00e7\u00e3o.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/KCKztOgiTvyVy_wgQO3E5y1xkm4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/29\/viveiro-em-santarm-expande-produo-e-projeta-500-mil-mudas-nativas_55280774153_o.jpg?itok=KQQa-9GM\" alt=\"11\/05\/2026 - O Viveiro Florestal da Ardosa, em Santar\u00e9m (PA), consolida um novo ciclo de crescimento ao transformar uma \u00e1rea anteriormente degradada em um polo estrat\u00e9gico de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e economia sustent\u00e1vel. Impulsionada pelas conex\u00f5es da COP30 e pelo apoio t\u00e9cnico do Sebrae, a iniciativa j\u00e1 projeta saltar de uma capacidade inicial de 100 mil para at\u00e9 250 mil mudas de esp\u00e9cies nativas \u2014 como mogno e castanha-do-par\u00e1 \u2014 j\u00e1 no primeiro semestre de 2026, com a meta ambiciosa de atingir meio milh\u00e3o de mudas nos pr\u00f3ximos anos. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mudas produzidas no Viveiro Florestal da Ardosa, em Santar\u00e9m (PA) &#8211;\u00a0Foto:\u00a0Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O viveiro atende a diferentes demandas,\u00a0a maior parte delas vinda\u00a0de produtores que precisam recompor \u00e1reas degradadas depois de receber notifica\u00e7\u00f5es ambientais.\u00a0A preocupa\u00e7\u00e3o, segundo Sidcley, \u00e9 evitar modelos homog\u00eaneos de reflorestamento, que priorizam poucas esp\u00e9cies e empobrecem os ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs pessoas chegam e se surpreendem quando veem que trabalhamos com tantas esp\u00e9cies. Geralmente os viveiros t\u00eam s\u00f3 aquelas que crescem r\u00e1pido e d\u00e3o retorno r\u00e1pido. A gente quer atender restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica de verdade\u201d, diz o bi\u00f3logo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTem esp\u00e9cies de crescimento r\u00e1pido, esp\u00e9cies que precisam de sombreamento, esp\u00e9cies voltadas para produ\u00e7\u00e3o de frutos ou madeira no futuro. A gente pensa nessa variedade justamente para atender \u00e0&nbsp;restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, pensando na fauna e na diversidade dentro do projeto\u201d, complementa.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A origem das sementes tamb\u00e9m \u00e9 controlada. Como o viveiro tem licen\u00e7a do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria, todo o material precisa ter rastreabilidade.&nbsp;<strong>As sementes v\u00eam de coletores, associa\u00e7\u00f5es e laborat\u00f3rios de diferentes regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia, incluindo os estados do Acre, Amazonas, Par\u00e1 e de Mato Grosso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A produ\u00e7\u00e3o envolve ainda uma rede de pesquisadores, estudantes e universidades. O viveiro mant\u00e9m parcerias com a Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1 (Ufopa), que participa de discuss\u00f5es t\u00e9cnicas e ajuda na identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, fungos e m\u00e9todos de manejo.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" alt=\"11\/05\/2026 - Planta\u00e7\u00e3o de Cacau. O Viveiro Florestal da Ardosa, em Santar\u00e9m (PA), consolida um novo ciclo de crescimento ao transformar uma \u00e1rea anteriormente degradada em um polo estrat\u00e9gico de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e economia sustent\u00e1vel. Impulsionada pelas conex\u00f5es da COP30 e pelo apoio t\u00e9cnico do Sebrae, a iniciativa j\u00e1 projeta saltar de uma capacidade inicial de 100 mil para at\u00e9 250 mil mudas de esp\u00e9cies nativas \u2014 como mogno e castanha-do-par\u00e1 \u2014 j\u00e1 no primeiro semestre de 2026, com a meta ambiciosa de atingir meio milh\u00e3o de mudas nos pr\u00f3ximos anos. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/oUrxObPosglfAcBHe8XE5J9N4oA=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/29\/viveiro-em-santarm-expande-produo-e-projeta-500-mil-mudas-nativas_55280773978_o.jpg?itok=fM3ONtku\" alt=\"11\/05\/2026 - Planta\u00e7\u00e3o de Cacau. O Viveiro Florestal da Ardosa, em Santar\u00e9m (PA), consolida um novo ciclo de crescimento ao transformar uma \u00e1rea anteriormente degradada em um polo estrat\u00e9gico de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e economia sustent\u00e1vel. Impulsionada pelas conex\u00f5es da COP30 e pelo apoio t\u00e9cnico do Sebrae, a iniciativa j\u00e1 projeta saltar de uma capacidade inicial de 100 mil para at\u00e9 250 mil mudas de esp\u00e9cies nativas \u2014 como mogno e castanha-do-par\u00e1 \u2014 j\u00e1 no primeiro semestre de 2026, com a meta ambiciosa de atingir meio milh\u00e3o de mudas nos pr\u00f3ximos anos. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sementes de cacau no Viveiro Florestal da Ardosa, em Santar\u00e9m (PA) &#8211;\u00a0Foto:\u00a0Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desmatamento e reflorestamento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neg\u00f3cios como os do Viveiro Florestal Ardosa dialogam com problemas hist\u00f3ricos do Brasil em conter a degrada\u00e7\u00e3o de matas nativas e promover a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o florestal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados divulgados recentemente no Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento (RAD), do MapBiomas, indicam que\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-05\/desmatamento-no-brasil-registra-queda-de-206-em-2025\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o desmatamento no Brasil caiu\u00a020,6% em 2025<\/a>\u00a0na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. Ainda assim, o pa\u00eds perdeu 984,7 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Amaz\u00f4nia, foram desmatados 289,4 mil hectares em 2025, uma queda de 23,5% na compara\u00e7\u00e3o com 2024. Ainda assim, a floresta perdeu, em m\u00e9dia, 792 hectares por dia. A estimativa \u00e9 de que o bioma j\u00e1 tenha perdido mais de 52 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa desde 1985, o que representa aproximadamente de 12% a 16% da \u00e1rea original.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Par\u00e1 \u00e9 um dos estados mais afetados. Entre 2019 e 2025, o estado concentrou mais de 2 milh\u00f5es de hectares desmatados, embora tenha registrado redu\u00e7\u00e3o de 40% em 2025.<br>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viveiro em Santar\u00e9m expande produ\u00e7\u00e3o e projeta 500 mil mudas<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/vTVZ9LKafpuK0u5iIlJ1YkzNnQk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/29\/patrcia-chaves-de-oliveira-professora-e-doutora-em-cincias-agrrias-da-ufopa_55280878124_o.jpg?itok=Lcflx1Ea\" alt=\"\" style=\"aspect-ratio:1.7766497461928934;width:700px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viveiro Florestal da Ardosa, em Santar\u00e9m &#8211; Rafa Neddermeyer\/ Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O principal instrumento do governo federal para recuperar \u00e1reas degradadas \u00e9 o Plano Nacional de Recupera\u00e7\u00e3o da Vegeta\u00e7\u00e3o Nativa (Planaveg), coordenado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A meta nacional estabelecida pela Pol\u00edtica Nacional de Recupera\u00e7\u00e3o da Vegeta\u00e7\u00e3o Nativa (Proveg) \u00e9 recuperar 12 milh\u00f5es de hectares at\u00e9 2030, dos quais 4,8 milh\u00f5es de hectares est\u00e3o na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A plataforma Observat\u00f3rio da Restaura\u00e7\u00e3o&nbsp;\u2013 hospedada pela Coaliz\u00e3o Brasil Clima, Florestas e Agricultura \u2013 monitora o progresso das iniciativas de restaura\u00e7\u00e3o em andamento no pa\u00eds. No momento, 39.710 hectares na Amaz\u00f4nia est\u00e3o nesse processo, sendo 11.150 hectares no Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia e restaura\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O pesquisador Rafael Rode, professor do Instituto de Biodiversidade e Florestas da Ufopa, afirma que iniciativas como o Viveiro Florestal Ardosa se tornaram estrat\u00e9gicas diante do passivo ambiental acumulado na Amaz\u00f4nia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, com o avan\u00e7o hist\u00f3rico do desmatamento, \u00e9 preciso investir em recupera\u00e7\u00e3o com rigor cient\u00edfico e planejamento ecol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA recupera\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas envolve conhecimento espec\u00edfico para manter o equil\u00edbrio ambiental. Sem um trabalho embasado cientificamente, voc\u00ea pode ter assoreamento de rios, eros\u00e3o e perda das propriedades do solo\u201d, explica Rafael Rode.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/e43J-ELnxfLqsy_ofMTA7o7URXE=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/29\/rafael-rode-professor-de-manejo-floresta_55280655091_o.jpg?itok=9M2cYOEy\" alt=\"12\/05\/2026 - Santar\u00e9m-  Entrevista com Rafael Rode, professor de Manejo Florestal e diretor do Instituto de Biodiversidade e Florestas da UFOPA. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Professor\u00a0Rafael Rode\u00a0coordena pesquisas em sistemas agroflorestais e reflorestamento na fazenda experimental da Ufopa &#8211;\u00a0Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele destaca&nbsp;a import\u00e2ncia de se priorizar esp\u00e9cies nativas. &#8220;Muitas vezes se usa esp\u00e9cie ex\u00f3tica de crescimento r\u00e1pido, mas isso pode gerar desequil\u00edbrios e at\u00e9 dominar o ambiente. \u00c9 preciso cuidado t\u00e9cnico.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor coordena pesquisas em sistemas agroflorestais e reflorestamento na fazenda experimental da universidade, com foco em sustentabilidade e gera\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTentar conciliar recupera\u00e7\u00e3o ambiental com ganho econ\u00f4mico \u00e9 o mais importante hoje. Voc\u00ea coloca esp\u00e9cies que tamb\u00e9m geram renda, como cumaru e andiroba, e refor\u00e7a a concep\u00e7\u00e3o de que a floresta plantada pode gerar economia e mais ganhos do que a floresta derrubada\u201d, avalia.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bioconomia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O crescimento de neg\u00f3cios ligados \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o ambiental e ao uso sustent\u00e1vel da floresta est\u00e1 dentro de uma concep\u00e7\u00e3o mais ampla sobre bioeconomia na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Professora e doutora em ci\u00eancias agr\u00e1rias da Ufopa, Patr\u00edcia Chaves de Oliveira&nbsp;explica que esse modelo econ\u00f4mico depende diretamente da natureza e dos modos de vida das popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" alt=\"12\/05\/2026 - Santar\u00e9m-  Entrevista com Patr\u00edcia Chaves de Oliveira, professora e doutora em Ci\u00eancias Agr\u00e1rias da UFOPA. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Professora&nbsp;Patr\u00edcia Chaves de Oliveira diz que popula\u00e7\u00f5es locais devem ser donas dos pr\u00f3prios neg\u00f3cios e n\u00e3o apenas fornecedoras de mat\u00e9ria-prima &#8211;&nbsp;<strong>Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA bioeconomia \u00e9 baseada na biodiversidade. Ela pode envolver plantas, pesca, turismo de base comunit\u00e1ria, artesanato e produtos florestais\u201d, diz Patr\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA biodiversidade da Amaz\u00f4nia permite diferentes cadeias econ\u00f4micas. Mas \u00e9 preciso garantir que essas popula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m sejam donas dos pr\u00f3prios neg\u00f3cios e n\u00e3o apenas fornecedoras de mat\u00e9ria-prima\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o diretor t\u00e9cnico do Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Bruno Quick,&nbsp;<strong>projetos liderados pela institui\u00e7\u00e3o t\u00eam procurado fortalecer essas cadeias econ\u00f4micas sustent\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exemplos s\u00e3o o Bioma Amaz\u00f4nico&nbsp;e a Iconografia Local, que valorizam identidades e conhecimentos tradicionais da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsses projetos fazem parte do prop\u00f3sito de transformar a riqueza cultural e ambiental da Amaz\u00f4nia em um diferencial competitivo para os produtos locais, o que gera valor agregado, abre novos mercados e promove inclus\u00e3o social e econ\u00f4mica\u201d, afirma Bruno Quick.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o diretor, \u00e9&nbsp;preciso repensar a matriz econ\u00f4mica que orienta h\u00e1 d\u00e9cadas&nbsp;o desenvolvimento da regi\u00e3o. &#8220;A bioeconomia traz a compreens\u00e3o de que outro modelo de crescimento \u00e9 poss\u00edvel, onde a floresta em p\u00e9 ganha valor real.\u201d<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/28lTHOjBCiP4Yp3hVWEu7J17OZ4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/29\/viveiro-em-santarm-expande-produo-e-projeta-500-mil-mudas-nativas_55279716237_o.jpg?itok=cqKF7h3Q\" alt=\"11\/05\/2026 - O Viveiro Florestal da Ardosa, em Santar\u00e9m (PA), consolida um novo ciclo de crescimento ao transformar uma \u00e1rea anteriormente degradada em um polo estrat\u00e9gico de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e economia sustent\u00e1vel. Impulsionada pelas conex\u00f5es da COP30 e pelo apoio t\u00e9cnico do Sebrae, a iniciativa j\u00e1 projeta saltar de uma capacidade inicial de 100 mil para at\u00e9 250 mil mudas de esp\u00e9cies nativas \u2014 como mogno e castanha-do-par\u00e1 \u2014 j\u00e1 no primeiro semestre de 2026, com a meta ambiciosa de atingir meio milh\u00e3o de mudas nos pr\u00f3ximos anos. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viveiro Florestal da Ardosa expande produ\u00e7\u00e3o e projeta 500 mil mudas&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Valor que, segundo o bi\u00f3logo Sidcley Matos Pereira, cresce \u00e0 medida que \u00e9 compartilhado com outros trabalhadores e fam\u00edlias da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSem os coletores de sementes n\u00e3o existe muda, n\u00e3o existe viveiro. A gente valoriza toda essa cadeia, desde quem coleta na floresta at\u00e9 quem organiza as mudas no caminh\u00e3o para chegar ao cliente\u201d, diz.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cFam\u00edlia \u00e9 muito importante nesse processo. E a fam\u00edlia aumenta quando temos uma conex\u00e3o com as pessoas que produzem junto. N\u00e3o valorizamos apenas a nossa fam\u00edlia. Valorizamos tamb\u00e9m as deles\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viveiro em Santar\u00e9m atende demanda por recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/259202.mp3\"><\/audio><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo terreno, se acomodam mudas de a\u00e7a\u00ed, cumaru, andiroba, preciosa, gombeira, ita\u00faba. 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