Operação policial deflagrada em Uberaba apura esquema de servidores fantasmas e cumpre mandado de prisão contra vereador em exercício na cidade
O vereador Almir Silva (Republicanos), de Uberaba, foi preso nesta terça-feira (1º) durante a segunda fase da Operação Caça-Fantasmas, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais. A investigação apura um suposto esquema envolvendo a nomeação e a manutenção de servidores que receberiam salários e outros benefícios sem exercer efetivamente as funções para as quais teriam sido contratados na Câmara Municipal.
Além da prisão do parlamentar, a nova etapa da operação prevê o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas em diferentes locais ligados à investigação, incluindo a Câmara Municipal de Uberaba.
Durante a ação no Legislativo municipal, policiais recolheram documentos e outros materiais que deverão passar por análise. O objetivo é reunir elementos que possam contribuir para o avanço das investigações e esclarecer a possível participação dos envolvidos no suposto esquema.
Investigação apura possível prejuízo aos cofres públicos
De acordo com as informações já divulgadas sobre o caso, a Operação Caça-Fantasmas investiga a existência de pessoas nomeadas para cargos públicos que, embora recebessem regularmente salários e benefícios, não exerceriam, na prática, as atividades correspondentes às funções para as quais foram contratadas.
A suspeita é de que a manutenção desses servidores na estrutura pública tenha provocado prejuízos aos cofres do município.
O vereador Almir Silva e outras quatro pessoas já haviam sido denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em um dos núcleos investigados. Segundo o Ministério Público, somente esse grupo teria causado um prejuízo superior a R$ 636 mil aos cofres públicos.
A nova fase da operação busca aprofundar a apuração dos fatos, identificar possíveis outros envolvidos e reunir novas provas relacionadas ao funcionamento do suposto esquema.
Câmara foi alvo de buscas
A Câmara Municipal de Uberaba foi um dos locais onde a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nesta terça-feira.
Documentos e outros materiais recolhidos durante a operação serão analisados pelos investigadores. As buscas fazem parte da tentativa de esclarecer como teriam ocorrido as nomeações, a manutenção dos servidores e os pagamentos que estão sob investigação.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o conteúdo do material apreendido ou sobre eventuais novos investigados.
Defesa não se manifesta
Procurada pela imprensa, a defesa do vereador Almir Silva informou que, neste momento, não irá se manifestar sobre a prisão ou sobre as acusações investigadas.
A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que não pode divulgar outras informações sobre o caso em razão do sigilo judicial que envolve a investigação.
As apurações continuam, e novos detalhes poderão ser divulgados pelas autoridades à medida que houver autorização judicial para a divulgação das informações.
Detalhes da investigação e atuação policial
A operação, que conta com o apoio do Ministério Público, tem como foco principal identificar como os recursos destinados aos salários eram desviados. A prática de manter servidores fantasmas é um dos focos centrais dos investigadores que buscam provas documentais e testemunhais.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos materiais que podem comprovar a relação entre o vereador preso e os funcionários que não compareciam ao trabalho. A polícia trabalha com a hipótese de que o esquema envolvia outros agentes públicos.
Impacto político em Uberaba
A prisão de um membro do Legislativo gera grande repercussão em toda a região de Uberaba. A população exige respostas sobre o destino dos impostos pagos e a conduta ética dos representantes eleitos nas urnas para defender os interesses da comunidade.
O caso dos servidores fantasmas coloca em xeque a credibilidade da instituição e reforça a necessidade de auditorias constantes. A Câmara Municipal ainda deve se manifestar sobre as medidas administrativas que serão adotadas após a prisão do parlamentar.
Próximos passos da operação
Agora, a Polícia Civil deve prosseguir com a análise dos documentos apreendidos e o depoimento de outros investigados. A expectativa é que novas fases da operação possam revelar a extensão completa do prejuízo aos cofres públicos causado pelos servidores fantasmas.
O Ministério Público deve oferecer denúncia contra os envolvidos assim que o inquérito policial for concluído. O combate à corrupção em Uberaba segue como prioridade para garantir que o dinheiro público seja aplicado corretamente em benefícios para a sociedade.
