Um funcionário público lotado no município de Natividade, situado na região sudeste do Tocantins, foi oficialmente afastado de suas atividades profissionais em decorrência de graves acusações de abuso sexual contra menores de idade. Os episódios teriam atingido vítimas com idades compreendidas entre 11 e 14 anos.
Entenda como o investigado agia Conforme apontado pelo inquérito, o investigado se valia de laços de proximidade e confiança construídos com os núcleos familiares das vítimas para perpetrar os delitos. O Ministério Público do Tocantins (MPTO) registrou que ele responde agora por estupro de vulnerável e estupro qualificado, devendo permanecer longe do cargo público pelo período inicial de 180 dias, embora continue recebendo sua remuneração normalmente.
Detalhes da violência e tentativa de suborno Os levantamentos conduzidos pelos investigadores revelam que, em uma das ocasiões, o suspeito chegou a pressionar uma arma de fogo contra as costas de uma criança de apenas 11 anos, coagindo-a a segui-lo até uma região de mata fechada onde a violência foi consumada. Posteriormente, para assegurar a continuidade dos atos ilícitos, ele tentava subornar os menores oferecendo quantias em dinheiro e diversos bens materiais.
Medidas cautelares e restrições impostas pela Justiça Como desdobramento das medidas cautelares aplicadas ao caso, o homem teve a posse e o porte de armas de fogo suspensos, abrangendo tanto armamentos particulares quanto institucionais.
A Justiça também estabeleceu rígidas regras de distanciamento, proibindo qualquer tipo de contato ou aproximação com as vítimas, seus genitores, demais familiares e testemunhas do processo, exigindo o mantenimento de um raio mínimo de 200 metros. O órgão judicial advertiu que o descumprimento de qualquer destas determinações resultará na decretação imediata da prisão preventiva do acusado.
Proteção à identidade das vítimas A identidade do investigado foi mantida em sigilo pelas autoridades competentes. Da mesma forma, detalhes específicos sobre o cargo ocupado e o departamento público em que atuava foram omitidos para evitar a exposição e a consequente identificação das crianças e adolescentes afetados. Como a defesa do acusado não foi localizada pela ausência de publicidade do nome, o espaço segue aberto para manifestações futuras sobre o caso.

