A Comissão Europeia informou que a reabertura do mercado comunitário para a carne bovina brasileira poderá se estender por um período de até dois anos. A estimativa foi apresentada durante reuniões com autoridades brasileiras em Bruxelas, onde foram debatidos os novos critérios sanitários exigidos pelo bloco.
Segundo representantes da diretoria de saúde e segurança alimentar da União Europeia, o processo de reavaliação das normas de controle exige um rigoroso acompanhamento da cadeia produtiva, o que justifica o prazo estendido. O governo brasileiro tem tentado negociar uma flexibilização das exigências, mas os técnicos europeus mantêm a posição de que a conformidade completa com os novos padrões é inegável para a retomada das importações do produto.
O impacto da suspensão prolongada preocupa produtores e exportadores nacionais, que veem na Europa um dos mercados mais rentáveis para o setor. As negociações continuam em andamento, com o Ministério da Agricultura buscando mitigar os prejuízos e acelerar a implementação das exigências sanitárias cobradas pelo bloco europeu.
Apesar dos esforços diplomáticos, as autoridades estrangeiras reiteram que a prioridade é a segurança dos consumidores europeus, o que torna improvável qualquer avanço significativo nas negociações antes do término do prazo estimado de dois anos. Os frigoríficos brasileiros agora buscam diversificar seus destinos de exportação para compensar a perda temporária do mercado europeu.

