Operação Pix Falso cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Uberaba para apurar transações fraudulentas contra clientes da Caixa Econômica Federal; investigação busca identificar outros possíveis envolvidos.
A Polícia Federal deflagrou, em 29 de setembro de 2026, a Operação Pix Falso, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, para investigar suspeitas de fraudes bancárias eletrônicas contra clientes da Caixa Econômica Federal. A apuração preliminar identificou indícios de utilização de contas bancárias vinculadas aos investigados para receber valores provenientes de transações fraudulentas, com prejuízo superior a R$ 28 mil.
Durante a operação, os agentes cumpriram dois mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. A ação teve como objetivo recolher materiais que possam contribuir para esclarecer como as fraudes foram praticadas, identificar eventuais outros envolvidos e aprofundar a investigação.
A operação foi divulgada pela Polícia Federal em comunicado oficial publicado na manhã de 29 de setembro.
Contas bancárias são alvo da investigação
Segundo a Polícia Federal, os primeiros levantamentos apontaram indícios de que contas relacionadas aos investigados teriam sido utilizadas para receber dinheiro obtido por meio de transações fraudulentas realizadas contra correntistas da Caixa.
A suspeita investigada envolve, portanto, tanto as operações que teriam causado prejuízos às vítimas quanto o possível recebimento dos valores em contas vinculadas aos alvos da apuração.
Até o momento, as informações oficiais divulgadas não detalham como cada transação foi realizada, quantas vítimas foram identificadas nem se os valores foram recuperados.
Também não há, no comunicado consultado, informação sobre eventual bloqueio de contas ou prisão de suspeitos. Por isso, esses pontos não podem ser tratados como desdobramentos confirmados da operação.
O que a Polícia Federal procurava durante as buscas?
As diligências tiveram como finalidade localizar dispositivos eletrônicos, mídias digitais, documentos, dinheiro e outros elementos que possam funcionar como provas.
Esse material pode ajudar os investigadores a reconstruir as transações, verificar possíveis conexões entre contas bancárias e identificar a participação de outras pessoas.
A análise dos itens recolhidos também poderá contribuir para esclarecer a dimensão das fraudes e a eventual existência de outras operações relacionadas aos fatos investigados.
A Polícia Federal não divulgou, no comunicado consultado, uma lista de materiais efetivamente apreendidos nem informou se os mandados resultaram na identificação de novos suspeitos.
Prejuízo supera R$ 28 mil
De acordo com a corporação, as transações fraudulentas investigadas provocaram prejuízo superior a R$ 28 mil. O valor foi apontado a partir das informações preliminares reunidas durante a investigação.
O comunicado, entretanto, não apresenta a quantidade exata de correntistas prejudicados nem discrimina os valores atribuídos a cada vítima.
A identificação das operações e a análise dos registros bancários serão importantes para dimensionar o prejuízo e esclarecer o destino dos recursos.
Investigação continua
A Operação Pix Falso tem como objetivo aprofundar a apuração, reunir provas e identificar possíveis outros envolvidos. A realização das buscas representa uma etapa investigativa e não significa que a responsabilidade criminal dos alvos já tenha sido estabelecida.
O avanço do caso dependerá da análise dos materiais recolhidos e das demais diligências conduzidas pela Polícia Federal.
Até a divulgação do comunicado oficial, a corporação não havia apresentado um balanço conclusivo sobre a investigação.
Fonte: Polícia Federal, comunicado oficial publicado em 29 de setembro de 2026.
Observação: Os investigados não devem ser apresentados como culpados antes de uma decisão judicial definitiva. Os dados sobre prejuízo, mandados e objetivos da operação foram atribuídos à Polícia Federal.

