Mosca-branca ameaça lavouras de feijão em Goiás; monitoramento inclui Rio Verde, Jataí e Mineiros

Praga pode transmitir doenças que comprometem o desenvolvimento das plantas e a produtividade; acompanhamento sanitário busca produzir dados para orientar medidas de controle

A mosca-branca é uma das pragas que exigem atenção na produção de feijão em Goiás. Além de provocar danos diretos às plantas, o inseto pode transmitir viroses, entre elas o mosaico dourado, doença capaz de comprometer o desenvolvimento da lavoura e prejudicar a produção.

Em maio de 2025, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) divulgou um trabalho de monitoramento da mosca-branca e de viroses associadas ao feijoeiro em 12 municípios goianos. A lista incluía Rio Verde, Jataí e Mineiros, importantes municípios agrícolas do Sudoeste do estado. A ação tinha como objetivo avaliar os efeitos da suspensão temporária do vazio sanitário em parte de Goiás e produzir informações para orientar futuras decisões fitossanitárias. (Agrodefesa)

Como a praga prejudica o feijão?

A mosca-branca, identificada cientificamente como Bemisia tabaci, alimenta-se da seiva das plantas. O problema não se limita ao dano direto: o inseto também pode atuar como vetor de vírus que causam doenças na cultura.

Segundo a Agrodefesa, a transmissão de viroses pode afetar o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo do feijoeiro, com reflexos na produtividade e na qualidade dos grãos. Quando a população do inseto é elevada, os prejuízos podem ser severos.

A presença da praga, porém, não significa automaticamente que uma lavoura esteja infectada. A confirmação de doenças depende de avaliação técnica e, quando necessário, de análise laboratorial.

Monitoramento envolve campo e análise laboratorial

Na ação divulgada em 2025, o trabalho era realizado em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Embrapa Arroz e Feijão e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O protocolo descrito pela agência previa avaliações nas lavouras em dois momentos: aproximadamente 20 e 45 dias após a semeadura. As equipes observavam a presença do inseto e de sintomas de viroses, além de coletar folhas para análise laboratorial, com o objetivo de verificar a ocorrência dos vírus associados ao mosaico dourado e de outras viroses mencionadas no programa.

Os dados deveriam contribuir para avaliar a política de vazio sanitário adotada em diferentes municípios. A medida busca reduzir a presença contínua de plantas hospedeiras e, consequentemente, limitar as condições favoráveis à manutenção e à disseminação de pragas e doenças.

Qual é a situação no Sudoeste Goiano?

Rio Verde, Jataí e Mineiros estavam entre os municípios incluídos no monitoramento divulgado pela Agrodefesa. Na publicação de maio de 2025, a agência informou que esses três municípios mantinham a obrigatoriedade do vazio sanitário do feijão, enquanto a regra havia sido temporariamente suspensa em parte dos demais locais abrangidos pela iniciativa.

Essa informação é histórica e não deve ser interpretada como confirmação das regras atualmente em vigor. Para orientar os produtores, é necessário consultar as normas fitossanitárias mais recentes e verificar se houve atualização do calendário, das exigências ou dos resultados do monitoramento.

O que o produtor deve observar?

O acompanhamento frequente da lavoura é importante para identificar a presença da praga e possíveis sintomas de doenças. A adoção de medidas de controle deve seguir a orientação de profissionais habilitados e as recomendações oficiais, considerando o estágio da cultura, as condições da propriedade e as regras sanitárias vigentes.

A identificação correta do problema é fundamental: sintomas visuais podem indicar uma suspeita, mas não substituem a avaliação técnica nem a confirmação laboratorial quando ela for necessária.

O que falta apurar antes da publicação: a Agrodefesa deve ser consultada sobre os resultados mais recentes do monitoramento, a situação atual do vazio sanitário em Rio Verde, Jataí e Mineiros e a existência de alertas fitossanitários para a safra em andamento. Também vale ouvir um pesquisador da Embrapa ou da UFG sobre manejo integrado da mosca-branca e prevenção das viroses.

Nota editorial: a informação central desta pauta foi divulgada em maio de 2025. Sem uma atualização oficial, esta matéria deve ser tratada como conteúdo explicativo, e não como notícia de uma nova operação em 2026.

Fonte principal: Agrodefesa — monitoramento da mosca-branca e de viroses do feijoeiro em 12 municípios de Goiás

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *