A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a proibição de repórteres de veículos considerados críticos às dependências presidenciais. Em um comunicado divulgado na última segunda-feira (21), o governo afirmou que o acesso da imprensa à sede do Executivo americano trata-se de um “privilégio”, e não de um direito garantido.
H2 Escalada do conflito com veículos de imprensa H3 Retirada de credenciais e reação judicial O embate entre a gestão republicana e os meios de comunicação de oposição teve início na última sexta-feira (18), quando o presidente anunciou que barraria os profissionais da CNN, MS Now e do site Politico. A medida restritiva entrou em vigor no sábado (19), momento em que os jornalistas desses três veículos tiveram suas credenciais de acesso recolhidas ou desativadas.
Como resposta direta à decisão, os três veículos comunicaram nesta segunda-feira que pretendem processar o governo federal. Em uma nota conjunta, as empresas argumentaram que a Casa Branca cancelou as credenciais dos profissionais sem qualquer aviso prévio e como uma retaliação direta à cobertura factual realizada por eles. Além disso, outras quatro redes de televisão dos Estados Unidos declararam que vão suspender a cobertura conjunta do governo em um gesto de solidariedade.
H2 Acusações de parcialidade e dados citados Por outro lado, a administração federal justificou a medida ao acusar os canais de produzirem “reportagens falsas”. O governo sustentou que Donald Trump não tem a obrigação de permitir a presença de redes que mantenham uma linha editorial considerada hostil à sua administração.
Para embasar a decisão, o comunicado oficial fez referência a um levantamento conduzido pelo Media Research Center. O estudo aponta que 92% da cobertura realizada pelos principais veículos de imprensa acerca dos primeiros 100 dias do segundo mandato de Trump apresentou tom negativo.
Na avaliação divulgada pela gestão, a atuação dos profissionais de comunicação estaria funcionando como uma “operação política com câmeras”. A nota conclui reforçando que o posicionamento do governo segue diretrizes nas quais a entrada nas dependências presidenciais não é assegurada a qualquer órgão de imprensa.

