Destroços de avião-ambulância são achados na costa dos EUA

Equipes de busca da Guarda Costeira dos Estados Unidos localizaram uma área com destroços de um avião-ambulância na costa de Nantucket, no estado de Massachusetts. A aeronave, que havia partido do arquipélago das Bermudas com destino a Boston, transportava seis pessoas e perdeu o contato com os radares no início da manhã de sábado (3), quando sobrevoava o Oceano Atlântico.

Falha elétrica e voo às cegas durante tempestade

O modelo envolvido no acidente é um Gulfstream G100 de matrícula canadense. Pouco antes de desaparecer dos sistemas de monitoramento, o piloto declarou situação de emergência e relatou problemas elétricos a bordo, enquanto se aproximava do litoral norte-americano sob condições climáticas adversas.

Áudios obtidos pelo portal especializado LiveATC.net registraram as comunicações entre a cabine e o controle de tráfego aéreo. Em um trecho do diálogo, o controlador questiona a situação da tripulação: “Entendido, você disse que está voando às cegas. Foi isso que você disse?”. De acordo com informações da plataforma FlightRadar24, o jato executivo teve uma perda repentina de altitude, caindo do nível de cruzeiro de cerca de 24 mil pés para aproximadamente 10 mil pés em poucos minutos.

Especialistas avaliam circunstâncias do acidente

Diante do quadro relatado, especialistas apontam que a pane elétrica pode ter desativado os instrumentos essenciais de navegação bem no momento em que a aeronave atravessava uma área de tempestade.

Mary Schiavo, ex-inspetora-geral do Departamento de Transportes dos Estados Unidos e especialista em direito aeronáutico, comentou a gravidade da situação enfrentada pelos pilotos. “Algo grave aconteceu com essa queda brusca, e eles entraram nessa grande tempestade. É um lugar terrível para perder os instrumentos e estar voando às cegas”, afirmou. A especialista ainda reforçou os riscos da falta de instrumentos: “É muito fácil ficar desorientado e não saber se está virando, subindo, descendo, etc.”.

Nacionalidade dos ocupantes e investigações

Segundo a operadora aeroportuária Skyport, o jato médico havia decolado do Aeroporto Internacional L.F. Wade, nas Bermudas, levando quatro tripulantes e dois passageiros. O grupo era composto por quatro canadenses e dois cidadãos bermudenses, cujos familiares já foram avisados pelas autoridades.

As buscas marítimas continuam ativas para resgatar mais partes da fuselagem e possíveis vítimas. O ministro dos Transportes do Canadá, Steven MacKinnon, declarou que o país está colaborando com os trabalhos de resgate. Já o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) iniciou o processo de coleta de dados preliminares para abrir a investigação oficial sobre as causas da queda.

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