PF arquiva caso de suposta interferência dos EUA nas eleições

A Polícia Federal optou por encerrar a investigação preliminar que analisava uma suposta interferência do governo de Donald Trump no processo eleitoral brasileiro. A solicitação inicial havia sido apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para averiguar o possível emprego de verbas públicas norte-americanas no financiamento de organizações atuantes no país.

Tramitação do caso e apuração preliminar

O requerimento foi protocolado perante o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na data do primeiro turno das eleições, a autoridade policial confirmou que o tema estava sob análise técnica.

“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, disse Andrei.

Origem da denúncia internacional

A demanda jurídica teve como alicerce uma publicação do periódico britânico The Guardian, que apontou o repasse de um milhão de dólares por parte do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O montante teria sido destinado a coletivos e entidades locais envolvidos em mobilizações contrárias a instituições nacionais, com foco no Supremo Tribunal Federal, sob o argumento de combater supostos excessos judiciais.

O teor da representação apresentada pela AGU apontava que os recursos repassados pelo governo norte-americano tinham como “objetivo explícito o financiamento e a sustentação financeira de entidades e grupos da sociedade civil focados em desestabilizar e atentar contra a institucionalidade do Poder Judiciário brasileiro”.

Detalhes dos repasses e encerramento

Os valores teriam sido transferidos por meio do Human Rights and Democracy Fund para o programa Countering Lawfare and Censorship in Brazil, criado com o pretexto de combater a censura e práticas judiciais consideradas excessivas.

Diante da repercussão, a AGU havia solicitado uma verificação rigorosa dos fatos veiculados na imprensa internacional, enfatizando a gravidade do cenário descrito. O pedido formal contou com as assinaturas do advogado-geral da União, Jorge Messias, e de outros três integrantes do órgão.

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