Prefeitura recolheu ferragens, tecidos e bases de concreto de estruturas instaladas durante as eleições de 2026. Operação atende a pedido da Justiça Eleitoral e reacende o debate sobre ocupação dos espaços públicos, descarte de materiais e responsabilidade das campanhas.
A disputa eleitoral terminou nas urnas, mas deixou um rastro que continuou exigindo trabalho das equipes de limpeza urbana. Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a Prefeitura informou ter retirado 16 toneladas de materiais utilizados em propaganda eleitoral das ruas e avenidas após o primeiro turno das eleições gerais de 2026, realizado em 4 de outubro.
O volume inclui ferragens, tecidos e bases de concreto de windbanners — bandeiras verticais instaladas em hastes giratórias, geralmente posicionadas em calçadas e canteiros centrais para chamar a atenção de motoristas e pedestres.
A informação foi divulgada pela administração municipal em 19 de outubro. Segundo a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Sesurb), o recolhimento continua sendo realizado gradativamente, diante da quantidade de estruturas deixadas em espaços públicos durante o período de campanha.
A operação atende a uma solicitação do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Durante a ação, a Polícia Militar registra as ocorrências, que são encaminhadas à Justiça Eleitoral.
O material recolhido foi destinado ao aterro sanitário, conforme informou a Prefeitura.
O episódio chama a atenção para uma questão que costuma ganhar pouca visibilidade durante a campanha: o custo operacional e ambiental da retirada de estruturas eleitorais, além dos transtornos que materiais abandonados podem provocar na circulação de pedestres e na conservação dos espaços urbanos.
Fonte: Portal oficial da Prefeitura de Uberlândia, 19 de outubro de 2026.
A limpeza começou no dia da votação
O recolhimento das 16 toneladas não foi a única operação de limpeza realizada pelo município durante as eleições.
No próprio dia do primeiro turno, em 4 de outubro, a Prefeitura mobilizou aproximadamente 300 pessoas para atuar nos 137 locais de votação de Uberlândia. Ao longo da jornada, foram recolhidos 7.160 quilos de resíduos, incluindo cerca de 150 windbanners.
A ação foi realizada por meio de um convênio com o TRE-MG e contou com a participação de forças de segurança.
Naquela operação, os materiais recolhidos foram doados a cooperativas de reciclagem, segundo a administração municipal.
Já no recolhimento posterior das estruturas, anunciado em 19 de outubro, a Prefeitura informou que o material foi destinado ao aterro sanitário.
A diferença na destinação chama a atenção para um aspecto importante da gestão de resíduos: nem todo material utilizado em campanhas pode ser reaproveitado da mesma maneira. A possibilidade de reciclagem depende da composição dos itens, das condições em que foram recolhidos e da existência de processos adequados de separação e tratamento.
Também é necessário evitar uma soma automática dos números. Os 7.160 quilos recolhidos no dia da votação e as 16 toneladas anunciadas posteriormente correspondem a operações distintas, mas a Prefeitura não esclareceu se existe alguma sobreposição entre os materiais contabilizados.
Por isso, os dados demonstram a dimensão do trabalho realizado, mas não permitem afirmar que o total de resíduos gerados pela campanha tenha sido exatamente de 23,16 toneladas.
Fonte: Prefeitura de Uberlândia, comunicados publicados em 5 e 19 de outubro de 2026.
O que são os windbanners e por que foram retirados?
Os windbanners são estruturas verticais que sustentam bandeiras de tecido, normalmente fixadas em hastes e bases que oferecem estabilidade ao conjunto. Durante campanhas eleitorais, são utilizados para exibir nomes, números, fotografias e mensagens de candidatos.
Embora a propaganda em vias públicas seja permitida em determinadas c

