Aumento do Bolsa Família gera alerta fiscal a dias da eleição

Bolsa Família maior antes da eleição: economistas questionam 'timing' e risco às contas públicas

Governo pode estar usando bolsa-família como justificativa de votos.

A decisão do governo federal de reajustar o Bolsa Família a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais gerou forte repercussão entre analistas do mercado financeiro. Embora a recomposição de 15% seja vista como uma reposição parcial das perdas inflacionárias acumuladas desde 2023 — período em que a inflação alcançou 17% até agosto —, especialistas alertam para os efeitos negativos da medida sobre as contas públicas, as taxas de juros e a credibilidade institucional.

Com a alteração, que entra em vigor no próximo mês, o piso do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o tíquete médio pago aos beneficiários subirá de R$ 675 para R$ 777. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputa a reeleição no pleito marcado para 4 de outubro.

Impacto orçamentário e reflexos na macroeconomia

Pelos cálculos apresentados pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste demandará R$ 5,8 bilhões em 2026, montante referente aos pagamentos do último trimestre. Contudo, a conta se torna significativamente mais pesada no médio prazo: em 2027 e 2028, a despesa anual adicional estimada é de R$ 22,

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