Homem preso há 40 anos é solto nos EUA após teste de DNA

Um idoso de 71 anos recuperou a liberdade após passar mais de quatro décadas no corredor da morte em Utah, nos Estados Unidos. A soltura ocorreu na noite desta segunda-feira (28), depois que um teste de DNA revelou que o material genético do detento não coincide com os vestígios encontrados na cena do homicídio pelo qual foi condenado.

Nova chance na Justiça e restrições impostas Douglas Stewart Carter estava encarcerado desde 1985 pelo assassinato de Eva Olesen, tia de um chefe de polícia local. Ele deixou o estabelecimento prisional acompanhado pelo filho, Tyler, e por seu representante legal. Agora, o homem precisará utilizar uma tornozeleira eletrônica com monitoramento por GPS enquanto aguarda os desdobramentos de um novo julgamento. A Justiça também determinou a proibição total de contato com os familiares da vítima.

Provas contestadas e confissão sob suspeita A condenação original de Carter, que é negro, baseou-se em uma confissão e no depoimento de duas testemunhas que afirmavam que ele havia se gabado do crime contra Olesen, que era branca. Não havia nenhuma evidência física ligando o réu ao local. Anos mais tarde, as testemunhas se retrataram e alegaram que foram coagidas e subornadas por policiais para incriminá-lo sob ameaça de deportação. Carter sempre manteve sua inocência e alegou que a confissão inicial foi obtida sob forte pressão.

Investigação sob suspeita e busca por arquivamento A revisão do caso ganhou força após anos de investigações sobre possíveis fraudes processuais por parte das autoridades policiais. A defesa aponta que testemunhas oculares viram um homem branco fugindo da residência e que provas cruciais sobre outros suspeitos — incluindo o marido da vítima, falecido em 2009 — foram ocultadas na época.

“Se dependesse do estado de Utah, ele teria sido executado há 15 ou 20 anos, antes de descobrirmos a má conduta”, declarou o advogado de Carter, Neal Hamilton. Atualmente, a equipe jurídica trabalha para conseguir o arquivamento definitivo da acusação de homicídio qualificado que ainda recai sobre o cliente.

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