O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco tomou posse nesta quarta-feira (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A cerimônia ocorreu de forma reservada pela manhã, na sede da Corte de Contas, em Brasília, contando com a presença de diversas autoridades dos Três Poderes. Apesar de ter assumido o posto, Pacheco não participou da sessão plenária realizada logo depois, tendo apresentado uma justificativa para a ausência, conforme informou o presidente do tribunal, ministro Vital do Rêgo.
Presenças ilustres na posse
O ato de investidura reuniu importantes nomes da República, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também esteve presente para acompanhar a posse do novo integrante da corte de contas, que preenche a vaga deixada pela saída de Bruno Dantas rumo à iniciativa privada.
Trajetória profissional e política
Natural de Porto Velho (RO) e criado em Minas Gerais, Pacheco é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), com atuação prévia em direito penal. Sua trajetória legislativa teve início em 2014, quando foi eleito deputado federal por Minas Gerais e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Posteriormente, foi eleito senador em 2018 e comandou o Senado Federal a partir de 2021, período em que liderou articulações para pautas econômicas e tecnológicas, além de transitar por siglas como MDB, DEM, PSD e PSB.
Tramitação e regras do tribunal
A indicação do novo ministro foi aprovada pelo plenário do Senado no início de setembro e confirmada pela Câmara dos Deputados com ampla maioria de votos, após articulação conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O TCU é composto por nove ministros com cargos vitalícios e possui a atribuição constitucional de fiscalizar a aplicação de recursos federais e apreciar as contas prestadas pelo chefe do Executivo, obedecendo a rigorosos critérios de elegibilidade e notório saber.

