O Ministério Público do Tocantins instaurou um procedimento oficial para investigar as condições operacionais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas. A iniciativa decorre da escassez de profissionais na unidade policial e do crescimento das ocorrências de mortes violentas na capital nos últimos meses.
Escalada de violência na capital Entre 1º de janeiro e 15 de outubro de 2026, a cidade contabilizou 47 homicídios, sendo que quatro deles ocorreram no intervalo de apenas uma semana. O cenário se aproxima do total registrado em todo o ano anterior, quando foram contabilizadas 49 mortes violentas na região.
Impacto da saída de servidores A abertura do procedimento na última segunda-feira foi impulsionada pela exoneração recente de um delegado, situação que acendeu um alerta sobre a celeridade e a eficácia na elucidação dos crimes e na responsabilização dos autores.
Cobrança de esclarecimentos aos órgãos competentes O Ministério Público determinou que a Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Militar e a própria delegacia especializada forneçam esclarecimentos e dados detalhados no prazo de 15 dias. Entre as exigências estão estatísticas de criminalidade, planos de contingência, mapeamento de bairros mais afetados e o dimensionamento do déficit estrutural e de pessoal.
Posicionamento oficial Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informava: “A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informa que, até o momento, não foi oficialmente notificada sobre a solicitação de informações divulgada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). Assim que receber a notificação, a Pasta prestará os esclarecimentos solicitados, reafirmando seu compromisso com a transparência e a colaboração entre as instituições.”
A pasta também destacou que “as investigações de homicídios conduzidas pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (1ª DHPP) de Palmas são tratadas como prioridade pela Polícia Civil. A unidade acompanha permanentemente a evolução dos indicadores criminais na capital, com atenção especial aos registros mais recentes, e atua de forma contínua para esclarecer os crimes e identificar seus responsáveis.”
Por fim, o órgão reforçou que “a segurança da população é uma prioridade permanente e que as forças de segurança seguem mobilizadas, com ações de investigação, inteligência e atuação integrada, voltadas ao enfrentamento da criminalidade e à preservação da segurança pública na capital.”


