Sabrina Feitosa busca contribuições para construir a sepultura do menino de 3 anos, morto em agosto, em Palmas. Após receber mensagens de solidariedade no Dia de Finados, ela divulgou uma forma de arrecadação.
A visita ao túmulo do filho durante o Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, foi marcada por mais um momento de dor para Sabrina da Silva Feitosa, mãe de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos. Três meses depois da morte da criança, ela fez um apelo nas redes sociais para conseguir recursos e construir uma sepultura para o menino, em Palmas, no Tocantins.
Em publicações nos stories do Instagram, Sabrina contou que tem recebido mensagens de pessoas sensibilizadas com sua história e interessadas em oferecer ajuda financeira. Algumas delas perguntaram como poderiam contribuir.
Diante das manifestações de solidariedade, a mãe explicou que precisa de apoio para realizar a construção do túmulo do filho e agradeceu às pessoas que têm demonstrado preocupação com a situação.
“Embora eu precise muito dessa ajuda para a construção do túmulo do meu filho, cada contribuição será recebida de coração e com muita gratidão”, escreveu Sabrina.
A mãe também manifestou agradecimento pelo carinho recebido desde a morte de Gustavo e destacou a importância das pessoas que têm oferecido apoio neste período de luto.
Mãe divulga forma de contribuição
Após receber perguntas de pessoas interessadas em ajudar, Sabrina divulgou uma chave Pix que identificou em suas redes sociais como o canal oficial para receber as contribuições destinadas à construção da sepultura.
Ela ressaltou que qualquer valor será recebido com gratidão. O pedido não se limita a uma quantia específica, mas representa uma tentativa de reunir recursos para dar ao menino um espaço de sepultamento adequado.
A mobilização ocorre depois da visita ao local onde Gustavo está enterrado, durante o feriado de Finados. A data, tradicionalmente marcada por homenagens e lembranças de familiares falecidos, também reacendeu a atenção para a situação enfrentada pela mãe.
Atenção: pessoas interessadas em contribuir devem confirmar diretamente nos canais oficiais de Sabrina se os dados de pagamento continuam válidos antes de realizar qualquer transferência.
Gustavo morreu aos 3 anos em Palmas
Gustavo Veloso Feitosa morreu em 2 de agosto de 2026, enquanto estava na residência do pai, na região norte de Palmas.
O caso teve grande repercussão depois que as investigações da Polícia Civil apontaram que a criança havia sofrido agressões. Inicialmente, o pai apresentou uma versão de afogamento, mas os exames periciais identificaram lesões graves e apontaram outra causa para a morte.
Durante a investigação, o pai, Igor Gustavo Veloso de Sousa, confessou ter agredido o menino. A apuração também envolveu a madrasta, Kathellen Moreira da Silva.
Os dois foram presos preventivamente e passaram a responder judicialmente pelas acusações relacionadas ao caso.
Pai e madrasta se tornaram réus
Em outubro, a Justiça do Tocantins recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual contra Igor e Kathellen. Com a decisão, os dois passaram formalmente à condição de réus em uma ação penal que poderá ser submetida ao Tribunal do Júri.
Segundo a denúncia, o pai responde por vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. A madrasta responde por vicaricídio por omissão e fraude processual, conforme as acusações apresentadas pelo Ministério Público.
O processo tramita sob segredo de Justiça em razão da natureza de parte das acusações.
As defesas dos acusados contestam as imputações. A defesa de Igor afirmou anteriormente que as questões serão esclarecidas no decorrer do processo. Já a defesa de Kathellen sustenta que ela não participou das agressões e que apresentará elementos para demonstrar sua inocência.
É importante ressaltar que o recebimento da denúncia representa o início da ação penal, e não uma condenação. As responsabilidades deverão ser estabelecidas pela Justiça ao longo do processo.
Justiça encerrou investigação contra a mãe
Em setembro, a Justiça do Tocantins também determinou o encerramento da investigação criminal contra Sabrina e sua advogada, Stella Bueno.
A apuração considerava uma possível omissão diante de episódios anteriores de violência envolvendo Gustavo. Entretanto, ao analisar o caso, o Judiciário entendeu que não havia justa causa para manter a investigação contra as duas.
A decisão levou em consideração o contexto de ameaças e vulnerabilidade relatado pela mãe, além das providências que ela havia buscado junto a serviços de saúde e órgãos da rede de proteção.
Com isso, a investigação contra Sabrina e a advogada foi encerrada, enquanto o processo criminal relacionado à morte da criança prossegue contra o pai e a madrasta.
Pedido de ajuda mobiliza solidariedade
A iniciativa de Sabrina para construir a sepultura de Gustavo ocorre em meio a um processo de luto que continua mobilizando pessoas nas redes sociais.
Ao compartilhar a necessidade de ajuda, a mãe recebeu manifestações de solidariedade de pessoas que acompanham o caso e desejam contribuir para que o menino tenha um espaço de sepultamento adequado.
Enquanto a Justiça conduz o processo para apurar as responsabilidades pela morte da criança, Sabrina tenta reunir apoio para realizar a construção do túmulo do filho.
O apelo divulgado após o Dia de Finados transformou a visita ao cemitério em um novo chamado por solidariedade.

