Coalizão liderada pelos Estados Unidos anuncia medidas contra 24 organizações classificadas como ‘narcoterroristas’; PCC e Comando Vermelho estão na lista. Brasil não participa do grupo
Uma aliança liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma ofensiva coordenada contra 24 organizações criminosas e grupos armados que atuam nas Américas, entre eles o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A iniciativa faz parte do chamado Escudo das Américas, coalizão criada por iniciativa de Trump e apresentada pelo governo americano como uma frente de cooperação continental contra o narcotráfico, o crime organizado transnacional e organizações classificadas por Washington como “narcoterroristas”.
O acordo foi anunciado na terça-feira (22), durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Os países participantes declararam que pretendem adotar, conforme suas próprias legislações e obrigações internacionais, medidas como congelamento de ativos, restrições de vistos e imigração e responsabilização criminal de pessoas que conscientemente ofereçam apoio material ou logístico às organizações listadas.
A lista inclui grupos de México, América Central, Caribe, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Brasil.
O Brasil, entretanto, não faz parte do Escudo das Américas.
O que é o Escudo das Américas
O Escudo das Américas é uma iniciativa de segurança regional criada em março de 2026 por iniciativa de Donald Trump.
A proposta foi apresentada como uma aliança entre governos do continente para aumentar a cooperação no combate ao tráfico internacional de drogas e às organizações criminosas transnacionais.
A iniciativa prevê compartilhamento de inteligência, cooperação policial e de segurança e, segundo as declarações divulgadas pelos participantes, coordenação de ações contra grupos considerados ameaças à segurança dos países envolvidos.
O grupo ganhou uma dimensão mais concreta com o anúncio da primeira ação conjunta contra as 24 organizações.
Trump pediu que os países participantes tratassem esses grupos como ameaças comuns à estabilidade do continente e adotassem medidas contra eles.
A declaração também prevê que os países apresentem um pedido formal à Organização dos Estados Americanos (OEA) para convocação de uma reunião de consulta no âmbito do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, conhecido como Tratado do Rio.
Quais países participam
A declaração conjunta foi assinada por 15 governos:
- Estados Unidos;
- Argentina;
- Bolívia;
- Chile;
- Colômbia;
- Costa Rica;
- República Dominicana;
- Equador;
- El Salvador;
- Guiana;
- Honduras;
- Panamá;
- Paraguai;
- Peru;
- Trinidad e Tobago.
O grupo reúne países da América do Sul, América Central e Caribe.
Brasil e México, apesar de serem dois dos países mais populosos e com maiores mercados da América Latina, não fazem parte da coalizão.
Quais são as 24 organizações na mira
A declaração do Escudo das Américas lista 24 organizações que os países participantes pretendem tratar como ameaças compartilhadas.
São elas:
- Mara Salvatrucha (MS-13)
- Tren de Aragua
- Carteles Unidos
- Cartel del Golfo
- Nova Família Michoacana
- Cartel del Noreste
- Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG)
- Cartel de Sinaloa
- Gran Grif
- Viv Ansanm
- Los Lobos
- Los Choneros
- Barrio 18
- Cartel de los Soles
- Clã do Golfo
- Primeiro Comando da Capital (PCC)
- Comando Vermelho (CV)
- Chone Killers
- Los Viagras
- Cartel de Juárez/La Línea
- Grupos dissidentes das FARC, incluindo Estado Mayor Central e Segunda Marquetalia e grupos afiliados ou sucessores
- ELN — Exército de Libertação Nacional
- Sendero Luminoso
- Los Tiguerones
A relação consta da declaração conjunta divulgada pelos países participantes.
PCC e Comando Vermelho são os grupos brasileiros da lista
A inclusão do PCC e do Comando Vermelho é o ponto de maior repercussão para o Brasil.
As duas facções são consideradas pelo governo americano organizações criminosas com atuação transnacional.
A classificação adotada pelo Escudo das Américas amplia a pressão internacional sobre as duas organizações e pode atingir pessoas, empresas e estruturas financeiras que mantenham relações com os grupos, dependendo da legislação de cada país.
O acordo, porém, não transforma automaticamente PCC e CV em organizações terroristas dentro da legislação brasileira.
Cada país deverá implementar as medidas conforme suas próprias leis.
O que são as sanções previstas
O documento assinado pelos integrantes do Escudo prevê três grandes tipos de medidas.
Congelamento de ativos
Os países pretendem bloquear bens e recursos financeiros associados às organizações.
Isso pode atingir contas, empresas, propriedades ou outros ativos que estejam sob jurisdição dos países participantes, conforme as regras de cada país.
A intenção é dificultar que as organizações movimentem dinheiro ou utilizem empresas e estruturas financeiras para financiar suas atividades.
Restrições de vistos e imigração
A declaração também prevê restrições migratórias para integrantes, associados e apoiadores das organizações.
Na prática, isso pode dificultar a entrada dessas pessoas nos países participantes ou provocar a revogação de vistos existentes, de acordo com as leis nacionais.
Responsabilização por apoio material
Outro ponto é a possibilidade de responsabilização criminal de pessoas que forneçam conscientemente apoio material ou logístico às organizações.
Isso pode incluir determinados tipos de financiamento, logística ou fornecimento de recursos, desde que as condutas sejam enquadradas pela legislação aplicável.
Sanção conjunta não significa uma lei única
Um ponto importante para entender o anúncio é que o Escudo das Américas não criou uma legislação penal única para os 15 países.
A própria declaração estabelece que as medidas serão adotadas “conforme aplicável” e em conformidade com as obrigações legais internacionais e internas de cada país.
Isso significa que cada governo deverá utilizar seus próprios mecanismos jurídicos para executar as medidas.
Portanto, a declaração representa uma coordenação política e de segurança, mas a forma de aplicação das sanções pode variar entre os países.
Os Estados Unidos já haviam adotado medidas contra cartéis
A iniciativa do Escudo das Américas não surgiu isoladamente.
Desde o início do governo Trump, os Estados Unidos ampliaram o enquadramento de cartéis e outras organizações criminosas como ameaças à segurança nacional.
Em janeiro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva criando um processo para designar determinados cartéis e organizações transnacionais como Foreign Terrorist Organizations (FTO) ou Specially Designated Global Terrorists (SDGT).
A política permitiu ao governo americano ampliar instrumentos de bloqueio financeiro e restrições contra pessoas e entidades associadas às organizações classificadas.
Em 2026, o Tesouro americano continuou adotando sanções contra estruturas financeiras ligadas a cartéis.
Em julho, por exemplo, o Departamento do Tesouro anunciou uma operação contra mais de 50 pessoas e entidades ligadas ao Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).
Em maio, também foram anunciadas sanções contra integrantes de redes ligadas ao Cartel de Sinaloa.
A lista inclui alguns dos maiores cartéis do México
Entre os grupos listados estão algumas das organizações criminosas mais conhecidas do México.
É o caso do:
- Cartel de Sinaloa;
- CJNG;
- Cartel del Noreste;
- Cartel de Juárez/La Línea;
- Nova Família Michoacana;
- Carteles Unidos;
- Los Viagras.
Os grupos mexicanos têm importância especial para os Estados Unidos devido às rotas de drogas destinadas ao mercado americano.
O governo Trump tem colocado o combate aos cartéis no centro de sua política de segurança para o Hemisfério Ocidental.
Tren de Aragua também está na relação
Outra organização de destaque é o Tren de Aragua, grupo originário da Venezuela que expandiu sua atuação para outros países.
A organização já havia sido alvo de medidas do governo americano antes do anúncio do Escudo.
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que os Estados Unidos haviam eliminado o líder da organização meses antes.
A presença do Tren de Aragua na lista demonstra que a iniciativa não está limitada a cartéis mexicanos.
O objetivo declarado é atingir organizações que Washington considera parte de redes transnacionais de narcotráfico e crime organizado.
Grupos colombianos também aparecem
A relação inclui organizações com origem ou forte atuação na Colômbia.
Entre elas estão:
- ELN;
- Clã do Golfo;
- dissidências das FARC;
- Estado Mayor Central;
- Segunda Marquetalia e grupos sucessores.
O ELN é uma organização guerrilheira com décadas de atuação no conflito colombiano.
Já as dissidências das FARC surgiram a partir de grupos que rejeitaram ou abandonaram o processo de desmobilização decorrente do acordo de paz firmado em 2016.
A inclusão desses grupos mistura, portanto, organizações de naturezas diferentes: cartéis, gangues, grupos armados e estruturas de narcotráfico.
Equador também aparece com dois grupos
Entre os alvos estão Los Choneros e Los Lobos, duas das organizações criminosas mais conhecidas do Equador.
Os dois grupos já são considerados pelo governo americano como organizações terroristas estrangeiras.
Em agosto de 2026, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou 15 alvos no Equador e identificou dez embarcações como propriedades bloqueadas em uma operação contra uma rede de tráfico de cocaína ligada a Los Choneros e Los Lobos.
Segundo o Tesouro americano, a rede utilizava embarcações de pesca como fachada para transportar grandes quantidades de cocaína.
Gangues do Haiti também estão na lista
A situação haitiana aparece representada por Gran Grif e Viv Ansanm.
As duas organizações estão relacionadas à crise de segurança do Haiti, país que enfrenta forte presença de grupos armados e dificuldades para restabelecer o controle estatal em determinadas regiões.
O caso haitiano acrescenta ao Escudo das Américas uma dimensão que vai além do tráfico internacional de drogas: envolve controle territorial, violência armada e instabilidade política.
MS-13 e Barrio 18
A lista também inclui duas organizações conhecidas por sua atuação na América Central:
Mara Salvatrucha (MS-13)
Barrio 18
As duas gangues possuem histórico de atuação principalmente em países como El Salvador, Honduras e Guatemala, além de conexões com comunidades nos Estados Unidos.
A política de Trump contra essas organizações vem sendo associada à estratégia americana de combate à imigração irregular e ao crime transnacional.
Sendero Luminoso
Outro nome conhecido internacionalmente na lista é o Sendero Luminoso, organização guerrilheira peruana que ganhou notoriedade durante o conflito interno do Peru nas décadas de 1980 e 1990.
Embora sua atuação tenha diminuído significativamente em comparação com seu auge, grupos remanescentes continuaram associados ao tráfico de drogas em áreas específicas do Peru.
A inclusão no Escudo demonstra que a relação abrange organizações com históricos e níveis de atividade bastante diferentes.
O Brasil ficou fora da aliança
O governo brasileiro não aderiu ao Escudo das Américas.
A ausência do Brasil é particularmente relevante porque duas organizações brasileiras estão entre os 24 alvos.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido que o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação internacional, mas sem abrir mão da autonomia brasileira na definição das políticas de segurança.
O Brasil possui mecanismos próprios de combate ao crime organizado, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e financiamento de organizações criminosas.
Brasil já coopera com os Estados Unidos
A não participação no Escudo não significa ausência de cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
Em maio, os dois países formalizaram um acordo para ampliar a cooperação contra o crime organizado transnacional, incluindo compartilhamento de inteligência em tempo real.
A diferença está no formato.
O Brasil não aderiu à estrutura política do Escudo das Américas e mantém a defesa de que suas ações contra as facções sejam conduzidas sob as instituições brasileiras.
Governo brasileiro vê risco de militarização
A declaração do Escudo provocou preocupação dentro do governo brasileiro.
Diplomatas brasileiros classificaram internamente o acordo como uma medida grave e apontaram preocupação com a possibilidade de a agenda de combate ao crime organizado ser utilizada para ampliar a atuação estrangeira em questões estratégicas da região.
Entre os receios mencionados estão possíveis operações militares, além de maior influência americana sobre áreas como infraestrutura e minerais críticos.
Essas são avaliações atribuídas a integrantes do governo brasileiro e não constituem uma consequência já estabelecida pelo acordo.
Trump defende uma atuação mais dura
Ao apresentar sua política na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que os Estados Unidos não permitirão que ameaças consideradas estratégicas pelo governo americano ganhem espaço no Hemisfério Ocidental.
O presidente americano também afirmou que Washington está disposto a utilizar seu poder militar para proteger o que considera interesses nacionais vitais na região.
O discurso reforçou a dimensão de segurança do Escudo das Américas.
A Casa Branca apresenta a iniciativa como uma resposta ao narcotráfico e às organizações criminosas.
Críticos e alguns especialistas, entretanto, veem risco de aumento da influência americana sobre governos latino-americanos.
Existe possibilidade de operações militares?
O acordo divulgado em setembro fala principalmente em sanções, cooperação, inteligência e medidas jurídicas.
Ele não estabelece, por si só, uma autorização automática para que forças militares de um país atuem no território de outro.
Essa distinção é importante.
Qualquer operação militar estrangeira em território nacional dependeria de bases jurídicas e autorizações específicas, conforme as regras de cada país.
Ao mesmo tempo, a política de Trump para a região vem incluindo linguagem e ações militares mais agressivas.
Em agosto, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos estavam trabalhando com países como Equador e Colômbia para combater organizações classificadas como terroristas.
O Tratado do Rio pode entrar em cena
Um dos pontos mais importantes do documento é a intenção de acionar mecanismos do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).
O acordo prevê que os países participantes apresentem um pedido formal ao presidente do Conselho Permanente da OEA para convocar uma reunião de consulta.
A intenção é avaliar a adoção de uma resolução que facilite ações coletivas contra organizações classificadas como narcoterroristas.
Ainda será necessário acompanhar os procedimentos diplomáticos e jurídicos para saber quais medidas serão efetivamente adotadas.
Por que isso importa para o PCC e o CV
Para as facções brasileiras, uma consequência potencial é o aumento da pressão sobre suas operações internacionais.
Se integrantes, empresas ou intermediários ligados às organizações mantiverem ativos ou atividades em países participantes do Escudo, poderão ficar sujeitos às legislações e aos mecanismos de sanção desses países.
Isso pode afetar:
- movimentações financeiras internacionais;
- empresas utilizadas para lavagem de dinheiro;
- propriedades;
- contas bancárias;
- viagens internacionais;
- obtenção de vistos;
- relações comerciais;
- redes de apoio logístico.
O alcance dependerá, entretanto, da aplicação concreta das medidas por cada país.
Empresas também podem entrar no radar
As sanções não necessariamente atingem apenas integrantes diretamente envolvidos com as organizações.
A declaração fala em responsabilização de pessoas que conscientemente forneçam apoio material ou logístico.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o governo já vem utilizando sanções financeiras contra redes empresariais apontadas como relacionadas ao financiamento e à lavagem de dinheiro de cartéis.
Em julho, o Tesouro americano anunciou medidas contra dezenas de indivíduos e empresas ligados ao CJNG.
A estratégia mostra que o combate financeiro é uma das principais ferramentas utilizadas por Washington.
Qual é o impacto imediato no Brasil?
O efeito imediato para o Brasil é principalmente diplomático e financeiro internacional, e não uma mudança automática na legislação brasileira.
PCC e CV continuam sujeitos à legislação brasileira.
A declaração do Escudo não autoriza diretamente outro país a realizar operações policiais em território brasileiro.
O impacto potencial aumenta quando integrantes ou estruturas financeiras das organizações possuem vínculos com países participantes ou com o sistema financeiro internacional.
Nesse cenário, medidas adotadas pelos Estados Unidos ou por outros integrantes da coalizão podem atingir recursos mantidos fora do Brasil.
O que pode acontecer daqui para frente
A primeira etapa será a implementação das medidas anunciadas pelos governos participantes.
Os países deverão analisar quais instrumentos legais utilizarão para congelar ativos, restringir vistos e responsabilizar pessoas que forneçam apoio às organizações.
Outra etapa será a movimentação dentro da OEA e a eventual convocação do mecanismo previsto no Tratado do Rio.
Também deverá aumentar o compartilhamento de informações de inteligência entre os países participantes.
Para o Brasil, o principal ponto de atenção será acompanhar como os Estados Unidos e seus aliados aplicarão as medidas contra PCC e Comando Vermelho e se haverá novas sanções direcionadas a pessoas ou empresas brasileiras.
Entenda o caso
O que é o Escudo das Américas?
É uma coalizão de governos do continente criada por iniciativa de Donald Trump para ampliar a cooperação contra narcotráfico e organizações criminosas transnacionais.
Quantas organizações estão na lista?
24.
PCC está na lista?
Sim.
Comando Vermelho está na lista?
Sim.
O Brasil faz parte do Escudo?
Não.
Quais países assinaram a declaração?
Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
Que medidas estão previstas?
Congelamento de ativos, restrições de vistos e imigração e responsabilização criminal por apoio material ou logístico, conforme a legislação de cada país.
As medidas já valem automaticamente no Brasil?
Não. O Brasil não participa da coalizão e as medidas precisam ser implementadas de acordo com a legislação de cada país.
O acordo autoriza operações militares americanas no Brasil?
Não. A declaração não cria uma autorização automática para operações militares estrangeiras em território brasileiro.
Qual é o próximo passo?
Os países deverão implementar as medidas dentro de seus sistemas jurídicos e avançar na proposta de consulta no âmbito da OEA e do Tratado do Rio.
Em resumo
O Escudo das Américas representa uma nova etapa da política de segurança do governo Donald Trump para o Hemisfério Ocidental.
A coalizão reúne 15 governos e colocou 24 organizações na mira de uma estratégia conjunta de sanções.
Entre os alvos estão alguns dos principais cartéis mexicanos, grupos armados colombianos, organizações criminosas do Equador e do Haiti, gangues da América Central e duas das maiores facções brasileiras: PCC e Comando Vermelho.
O Brasil, apesar de ter duas organizações nacionais na lista, não aderiu ao grupo.
A principal consequência imediata é o aumento da pressão internacional sobre as estruturas financeiras e logísticas das facções.
O alcance da iniciativa, entretanto, dependerá de como cada governo transformará a declaração política em medidas concretas.
Ao mesmo tempo, o movimento amplia uma discussão que vai além do combate ao crime: até onde os Estados Unidos poderão ampliar sua atuação em segurança no continente e como os países latino-americanos irão equilibrar cooperação internacional e soberania nacional.
Essa questão deverá ganhar ainda mais importância nas próximas etapas do Escudo das Américas e nas discussões dentro da OEA.

