O Ministério Público do Paraná (MPPR) e a Polícia Civil abriram investigação para apurar a possível existência de um cassino clandestino em um resort de alto padrão localizado no estado. A apuração busca verificar indícios de exploração ilegal de jogos de azar nas dependências do empreendimento, prática proibida pela legislação brasileira, salvo exceções previstas em lei.
De acordo com informações preliminares obtidas pelos investigadores, o espaço teria sido utilizado para a realização de apostas e jogos típicos de cassino, como pôquer, roleta e caça-níqueis, sem autorização legal. A suspeita surgiu após denúncias encaminhadas às autoridades e relatos de movimentação financeira incompatível com as atividades oficialmente declaradas pelo estabelecimento.
O resort citado nas apurações é apontado, segundo registros e informações ainda em verificação, como tendo suposta ligação indireta com pessoas próximas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Até o momento, não há confirmação formal de envolvimento do magistrado, e seu nome aparece apenas como referência em documentos preliminares analisados pelos investigadores. A assessoria do ministro não se manifestou sobre o caso até a última atualização desta reportagem.
Em nota, o Ministério Público informou que a investigação está em fase inicial e que diligências como análise contábil, oitivas de testemunhas e eventuais mandados de busca e apreensão poderão ser realizadas para esclarecer os fatos. A Polícia Civil também destacou que o objetivo é identificar responsáveis pela possível exploração irregular e apurar eventuais crimes como contravenção penal, lavagem de dinheiro ou associação criminosa.
A prática de jogos de azar é tipificada como contravenção penal no Brasil, conforme a Lei nº 3.688/1941, podendo resultar em multas e detenção. Autoridades ressaltam que a responsabilização depende da comprovação de autoria e materialidade das infrações.
O caso segue sob sigilo parcial para não comprometer as diligências em andamento.
