A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios rejeitou por unanimidade um recurso da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, mantendo decisão relacionada à chamada Operação Drácon. Com isso, permanece a condenação ligada a um esquema de desvio de recursos públicos e pagamento de propina envolvendo parlamentares distritais.
Segundo as investigações, o esquema teria movimentado cifras que podem chegar a aproximadamente R$ 30 milhões. A decisão judicial também pode enquadrar a vice-governadora nos critérios de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa, o que pode impactar eventuais candidaturas futuras.
A defesa de Celina Leão havia apresentado recurso buscando reverter a condenação, mas o colegiado decidiu, de forma unânime, pela rejeição do pedido.
Contexto político
Celina Leão tem atuação relevante na política do Distrito Federal e já ocupou cargos no Legislativo local antes de assumir a vice-governadoria. Em episódios anteriores, a vice-governadora também se posicionou publicamente sobre temas de repercussão nacional, como a prisão do ex-deputado Daniel Silveira, determinada no âmbito de decisões do Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Próximos passos
Ainda cabem medidas jurídicas por parte da defesa em instâncias superiores. Especialistas apontam que os desdobramentos dependerão tanto da tramitação de eventuais novos recursos quanto da aplicação definitiva das regras de inelegibilidade.

