Mesa-redonda promove diálogos interdisciplinares sobre racismo estrutural e políticas públicas inclusivas na UEMG Ituiutaba

Nessa quinta-feira, 27 de novembro, a UEMG Unidade Ituiutaba realizou a mesa-redonda “Traçando Saberes, Desatando Silêncios: Diálogos entre psicologia, direito e segurança pública na luta antirracista”, reunindo especialistas para discutir os impactos do racismo estrutural e os desafios na construção de políticas públicas mais justas e inclusivas.

A professora Nathalia Coscrato abordou o papel do Direito na luta antirracista, destacando como determinadas populações são historicamente mais vulneráveis à violência. Em sua fala, questionou: “Quem são as pessoas que mais são presas e que mais morrem no Brasil?” A provocação reforça a necessidade de um sistema jurídico comprometido com a equidade racial.

A psicóloga Marina Gomes discutiu conceitos da fenomenologia para explicar como o racismo atravessa o cotidiano das pessoas negras, gerando estresse crônico e impactos profundos na saúde mental. Sua análise ressaltou que o racismo estrutural não é apenas uma construção social, mas uma experiência vivida no corpo.

Representando a segurança pública, a investigadora da Polícia Civil de Ituiutaba, Maria Betânia do Carmo, ex-aluna dos cursos de Direito e Educação Física da unidade,apresentou o trabalho que vem desenvolvendo para a criação de um protocolo de atendimento padronizado voltado a mulheres trans, bissexuais e lésbicas, grupos que ainda não são totalmente contemplados pela Lei Maria da Penha. O projeto se encontra em fase de estudos e propõe um avanço importante para a proteção integral dessas populações.

O evento reforça o compromisso da UEMG Ituiutaba com a promoção do diálogo interdisciplinar, da produção de conhecimento crítico e da ampliação de políticas públicas sensíveis às desigualdades sociais e raciais.

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