Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou neste final de semana sua retórica e postura militar na América Latina, sinalizando uma possível ação militar contra a Colômbia logo após a controvérsia operação das forças americanas que resultou no ataque à Venezuela e na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Em declarações a jornalistas a bordo do avião presidencial, Trump qualificou o governo colombiano como “muito doente” e acusou o presidente Gustavo Petro de permitir a produção e o tráfico de cocaína com destino aos Estados Unidos. Ao ser questionado se consideraria uma operação militar contra a Colômbia, respondeu que a ideia “soa bem” para ele.
A ameaça surge no rastro da operação americana em Caracas, que culminou na prisão de Maduro e de sua esposa, levados para Nova York sob acusações de narcotráfico, gerando forte reação internacional. A ofensiva já foi caracterizada como a intervenção militar mais controversa dos EUA na região desde 1989 e provocou críticas de governos latino-americanos e europeus, que consideram as ações violação do direito internacional e ameaça à estabilidade regional.
O presidente Petro repudiou as declarações de Trump, classificando-as como uma “ameaça ilegítima” e apontando que a Colômbia é um Estado democrático e soberano que conduz sua política externa de forma autônoma.
Analistas observam que a escalada verbal reflete uma estratégia mais agressiva da administração americana no hemisfério, ampliando as tensões geopolíticas e gerando preocupação sobre a possibilidade de novos confrontos militares ou crises diplomáticas envolvendo países vizinhos.
