Calor extremo e incêndios florestais deixam 19 mortos no Chile

O presidente Gabriel Boric declarou estado de catástrofe nas regiões de Ñuble e Bío Bío, uma medida que amplia o uso de recursos estatais — incluindo o emprego de forças armadas — para apoiar a logística de combate ao fogo, coordenação de evacuações e assistência às vítimas. Boric também expressou condolências às famílias enlutadas e destacou a necessidade de intensificar esforços diante de um cenário climático que deve permanecer desfavorável por dias.

Autoridades de emergência destacaram a mobilização de milhares de brigadistas, bombeiros profissionais e voluntários, além de apoio logístico com aeronaves, para tentar conter o avanço dos incêndios, cujo número de focos continua alto e espalhado por um território extenso.

Destruição material e consequências

Além das vidas perdidas, centenas de casas foram destruídas ou danificadas parcialmente, deixando centenas de pessoas desabrigadas sem acesso imediato a moradia ou bens essenciais. Comunidades inteiras enfrentam agora perdas irreparáveis, com bairros inteiros reduzidos a charcos de cinzas e escombros.

Especialistas em clima e desastres naturais observaram que as ondas de calor no Hemisfério Sul se intensificaram nos últimos anos, em parte devido às mudanças climáticas que prolongam períodos secos e elevam temperaturas, criando condições propícias para incêndios florestais de alta intensidade. Eventos recentes na região, inclusive na Patagônia argentina, também mostraram o impacto de extremos de calor no início deste verão austral.

Desafios à frente

O governo chileno enfrenta agora uma operação de resposta complexa, combinando esforços de mitigação, ajuda humanitária e logística para realocar mais famílias sob risco. Especialistas em gestão de desastres ressaltam que a recuperação e reabilitação podem levar meses, com reconstrução de infraestrutura, reassentamento de famílias e ampliação de mecanismos de prevenção contra futuros incêndios.

Enquanto isso, as comunidades afetadas tentam retornar à normalidade, com muitas famílias contabilizando perdas materiais e lidando com traumas decorrentes da crise de calor extremo e dos incêndios que assolaram vastas regiões do Chile neste mês de janeiro de 2026.

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