Trump e Macron falam sobre cúpula do G7

O presidente dos Estados Unidos, **Donald Trump publicou nesta terça-feira em sua rede social Truth Social screenshots de uma mensagem privada enviada pelo presidente francês Emmanuel Macron. Na mensagem, Macron sugere organizar uma reunião do G7 em Paris após o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e também expressa surpresa em relação às ações americanas sobre a Groenlândia.

Segundo a mensagem compartilhada por Trump, Macron teria escrito:

“Meu amigo, estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Eu não entendo o que você está fazendo na Groenlândia.”

Macron também disse que poderia convidar a Ucrânia, a Dinamarca, a Síria e a Rússia “à margem” do encontro do G7, além de convidar Trump para um jantar em Paris antes de seu retorno aos EUA.

Contexto diplomático e tensões

A divulgação das mensagens ocorre num momento de tensão crescente entre os Estados Unidos e aliados europeus, em particular por causa do interesse de Trump na Groenlândia — território pertencente à Dinamarca — e pela ameaça de tarifas a produtos europeus caso países do bloco se oponham ao seu plano. Essas ações elevaram os atritos com líderes da União Europeia e com Macron especificamente, que considerou ineficaz e inaceitável a pressão comercial norte-americana.

Repercussões no G7 e na política internacional

A proposta de Macron de sediar um encontro do G7 em Paris e envolver até mesmo a Rússia em atividades paralelas gerou comentários e análises sobre o papel do grupo e a possibilidade de ampliar discussões além dos membros tradicionais.

Analistas internacionais destacam que a troca de mensagens e sua divulgação pública podem impactar as relações transatlânticas na véspera de reuniões multilaterais importantes como o G7 e o Fórum Econômico Mundial em Davos, levantando questões sobre estratégia diplomática, confiança entre aliados e prioridades geopolíticas.

Macron e a resposta europeia

Enquanto Trump compartilha as mensagens, Macron afirmou no Fórum Econômico Mundial que a Europa deve defender seus interesses e reiterou a importância de respeito mútuo, em discurso que, embora não mencione diretamente Trump, foi interpretado por parte da comunidade internacional como uma crítica às táticas americanas recentes.

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