Crise Política em Cachoeira Alta: Conflito Entre Executivo e Legislativo Paralisa Projetos e Aumenta Tensão

Troca de acusações, bloqueio de projetos e disputas por influência marcam o impasse entre os poderes municipais, que já afeta obras e serviços públicos.

A cidade de Cachoeira Alta, no sudoeste goiano, vive um cenário de instabilidade política causado pelo agravamento da crise entre o Executivo e o Legislativo municipal. O relacionamento entre o prefeito e os vereadores se deteriorou nas últimas semanas, após o presidente da Câmara Municipal Shaylon Rodrigo Ribeiro, entrar em atrito com um dos secretários do município, gerando discussões e acusações, o que está prejudicando o andamento de projetos e aumentando disputas internas, gerando um clima de desconfiança generalizada que assombra o município.

De um lado, vereadores da oposição acusam o prefeito de agir de forma autoritária, sem diálogo e sem transparência na condução das decisões do governo. “A Câmara tem sido ignorada. Projetos chegam incompletos, sem informações claras sobre os gastos e as prioridades”, afirmou um parlamentar. Do outro lado, o Executivo acusa parte dos vereadores de obstruir propositalmente as pautas de interesse da população.

Um suplente de vereador faz diariamente acusações onde tanto a oposição quanto a gestão municipal, segundo ele, apresentam falhas graves, apontando ainda que os maiores prejudicados na verdade são os populares que ficam no meio dos discursos entre secretários e vereadores.

Ele ainda alerta em suas redes sociais que todos os fatos geram prejuízo ao municipe porque deixam de ter um diálogo em prol do município, deixando de buscar benefícios por intrigas pessoais. Ele ainda ressalta que com este tipo de ação, a Câmara pode rejeitar projetos essenciais para a continuidade de obras e programas sociais. “Infelizmente, interesses políticos têm se sobreposto ao bem da cidade”, diz o o suplente.

Entre os principais pontos de atrito estão a votação do orçamento anual, o pedido de suplementação de verbas e a aprovação de contratos públicos, além é claro, do tema “portarias”, nome dado ao montante que o vereador tem direito a receber para realizar viagens a capital do estado assim como à Brasília-DF.

Projetos que previam o remanejamento de recursos foram temas discutidos em plenária, e que causaram discussões entre os vereadores, sob alegação de falta de justificativa técnica. Outros problemas são apontados por moradores que afirmam que a decisão compromete o funcionamento de serviços básicos.

As sessões da Câmara têm sido marcadas por discursos duros e trocas de acusações entre as bancadas. Segundo moradores, até mesmo reuniões administrativas foram suspensas devido à falta de consenso. Nas redes sociais, apoiadores dos dois lados ampliam o embate com críticas e declarações inflamadas.

Analistas políticos locais avaliam que o impasse traz prejuízos diretos à população. “Quando há ruptura entre os poderes, a cidade para. Nenhum projeto anda, e o foco se perde em disputas políticas”, explica um especialista ouvido pela reportagem.

Moradores também demonstram insatisfação. “A gente vê os políticos brigando e as obras paradas. Enquanto isso, o povo continua esperando”, disse um comerciante da região central. Em bairros mais afastados, moradores relatam que melhorias urbanas estão atrasadas há meses. Um das discussões que tomou conta das redes sociais é sobre o “caminhão limpa fossa” (veículo este utilizado para retirada de excrementos humanos) que não estava funcionando. Este tipo de veículo é utilizado em cidade que não tem rede de esgoto em todos os bairros.

Apesar do clima de tensão, lideranças comunitárias e religiosas têm tentado intermediar um diálogo entre as partes. A expectativa é que, nas próximas semanas, o prefeito e a Mesa Diretora da Câmara retomem as conversas para destravar os projetos e restabelecer a harmonia institucional em Cachoeira Alta.

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