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Documentos da CPMI do INSS apontam repasses milionários a empresas de alfaiate investigado

Documentos apresentados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam que empresas ligadas ao empresário e alfaiate João Carlos Camargo Júnior receberam valores que, somados, ultrapassam R$ 31 milhões. As informações constam em relatórios, extratos financeiros e análises levadas oficialmente à comissão durante audiências públicas.

Conhecido como “alfaiate dos famosos”, Camargo Júnior foi ouvido pela CPMI em sessão marcada por questionamentos sobre a origem dos recursos e a natureza dos serviços prestados. Durante o depoimento, parlamentares apontaram que os repasses teriam ocorrido por meio de entidades e associações atualmente sob investigação por suposto envolvimento em esquemas de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.

Na audiência, a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) conduziu parte do interrogatório e destacou inconsistências entre os valores recebidos e as atividades declaradas pelas empresas do empresário. Segundo a parlamentar, os documentos analisados pela CPMI levantam suspeitas sobre possível uso das empresas como intermediárias financeiras, o que motivou pedidos de aprofundamento das apurações.

Relatórios técnicos mencionados na comissão indicam que parte dos recursos teria sido transferida por associações investigadas, com posterior distribuição para empresas privadas, sem comprovação detalhada da prestação de serviços compatíveis com os montantes pagos. Esses dados também foram compartilhados com órgãos de controle e investigação, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Os integrantes da CPMI ressaltam que a apresentação de documentos e a existência de indícios não configuram condenação judicial, mas servem como base para a continuidade das investigações parlamentares e eventuais encaminhamentos ao Ministério Público. O próprio depoente optou, em determinados momentos, por permanecer em silêncio, amparado por decisão judicial.

A CPMI do INSS foi instaurada com o objetivo de apurar um esquema que teria causado prejuízos bilionários a beneficiários da Previdência Social. O relatório final da comissão deverá consolidar as informações colhidas, apontar responsabilidades políticas e administrativas e sugerir medidas legais cabíveis.

Enquanto isso, os documentos permanecem públicos e acessíveis, permitindo o acompanhamento do caso por órgãos de fiscalização, imprensa e sociedade civil. O desfecho dependerá da análise técnica das provas e do andamento das investigações fora do âmbito parlamentar.

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