Crime chocou moradores do condomínio e levantou debate sobre abuso de poder e conflitos internos
A Polícia Civil confirmou nesta terça-feira (data fictícia) a confissão do síndico de um condomínio residencial de alto padrão pelo assassinato da corretora de imóveis (nome fictício), encontrada morta na última semana dentro de um apartamento em negociação na zona (bairro/cidade fictícios). O caso, que inicialmente era tratado como morte suspeita, ganhou novos contornos após o depoimento do próprio síndico, que admitiu o crime e revelou o motivo.
De acordo com os investigadores, a corretora havia ido ao local para apresentar o imóvel a um possível comprador. Câmeras de segurança mostraram que ela entrou no prédio na tarde do dia do crime, mas não houve registro de sua saída. O corpo foi localizado horas depois por moradores, que acionaram a polícia.
Durante o interrogatório, o síndico confessou que matou a corretora após uma discussão acalorada. Segundo ele, a vítima teria descoberto e ameaçado denunciar irregularidades administrativas cometidas na gestão do condomínio, incluindo desvio de recursos e falsificação de documentos. Temendo perder o cargo e responder judicialmente, o acusado afirmou ter agido “por desespero”.
A polícia informou que a vítima sofreu golpes na cabeça e morreu ainda no local. Laudos periciais confirmaram que não houve sinais de luta prolongada, o que indica que o ataque foi rápido e inesperado.
A confissão encerra uma série de especulações que circulavam entre os moradores, muitos dos quais relataram comportamento autoritário do síndico ao longo dos últimos anos. Em nota, o conselho do condomínio declarou estar colaborando com as investigações e anunciou o afastamento imediato do gestor.
O suspeito foi preso em flagrante e responderá por homicídio qualificado, podendo ter a pena agravada por abuso de confiança e tentativa de obstrução da Justiça. A defesa informou que não irá se manifestar no momento.
O caso segue sob investigação para apurar se há outros envolvidos e para verificar a extensão das irregularidades administrativas mencionadas na confissão.
