Washington, EUA — 28 de janeiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, anunciou nas últimas 48 horas o envio de uma grande força naval em direção ao Irã enquanto eleva a pressão diplomática e política sobre Teerã para aceitar um novo acordo sobre seu programa nuclear, em um dos momentos de maior tensão entre os dois países desde 2025.
Em uma postagem nesta quarta-feira na rede social Truth Social, Trump declarou que uma “armada massiva” está se dirigindo ao Irã liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln — uma formação naval descrita por ele como “maior do que a enviada à Venezuela” anteriormente.
“Há outra bela armada navegando lindamente em direção ao Irã neste momento.” — Donald J. Trump, presidente dos EUA (Truth Social).
Fontes militares e oficiais do U.S. Central Command confirmam que o USS Abraham Lincoln e navios escolta de um grupo de ataque entraram no teatro de operações do Oriente Médio esta semana, reforçando a presença dos EUA nas águas próximas ao Golfo Pérsico.
Analistas estimam que essa mobilização inclui cerca de 5.700 militares adicionais, incluindo pessoal naval e unidades aéreas, além de exercícios e movimentações de caças e sistemas de defesa regionalizados. Trump não apenas anunciou a movimentação dos navios, mas também elevou seu tom de ameaça:
“Esta frota está pronta, disposta e capaz de cumprir rapidamente sua missão, com velocidade e violência, se necessário.” — Donald J. Trump, em post no Truth Social.
O presidente americano afirmou que espera que o Irã “venha à mesa” para negociar um acordo nuclear “justo e equitativo” que exclua armas nucleares, avisando que “o tempo está se esgotando”.
Autoridades iranianas reagiram às declarações e à pressão militar com firmeza. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, declarou que não há negociações em andamento sob ameaça e que diplomacia não pode ser conduzida por meio de pressão militar.
“Não pode haver negociações num clima de ameaças e demandas coercitivas.” — Seyed Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã.
O governo iraniano também advertiu que responderia de forma “proporcional e resoluta” a qualquer ataque externo — inclusive reforçando que forças defensivas estão em alerta.
A mobilização ocorre em meio a um panorama geopolítico tenso: Em janeiro de 2026, centenas de cidades no Irã foram palco de protestos antigovernamentais que resultaram em uma forte repressão por parte das autoridades, provocando preocupações internacionais. Os EUA já haviam realizado ataques a instalações nucleares iranianas em 2025, numa ação militar que Washington descreveu como tendo desarticulado capacidades de produção de armas nucleares — episódio que Trump referenciou em suas falas recentes.
Autoridades dos EUA ligados ao Departamento de Defesa ressaltam que as manobras atuais são destinadas a dissuasão e proteção de forças americanas aliadas, mas não confirmaram planos de uma ofensiva terrestre ou ataque imediato dentro do Irã.
Vários países tiveram posições destacadas nos últimos dias:
- Nações do Golfo reafirmaram postura cautelosa, e algumas, como os Emirados Árabes Unidos, disseram que não permitirão uso de seu território para ataques contra o Irã.
- Potências europeias intensificam apelos por diplomacia e redução de tensões através de canais multilaterais.
Embora não haja confirmação de uma invasão terrestre ou incursão direta de tropas americanas no solo iraniano até o momento, a combinação de movimentações militares navais, exercícios aéreos e declarações políticas de alto impacto elevam os riscos de escalada no Estreito de Ormuz e no conjunto do Oriente Médio.
O governo Trump afirma que quer negociações, mas condiciona qualquer avanço a mudanças substantivas na postura nuclear de Teerã, ao mesmo tempo em que prepara os EUA para potenciais confrontos futuros se uma solução diplomática não for alcançada.
