O Senado Federal aprovou, nesta semana, a criação do Exame de Proficiência em Medicina (Profimed), uma avaliação nacional obrigatória para médicos formados no Brasil. A proposta, de autoria do senador Astronauta Marcos Pontes, obteve 11 votos favoráveis e 9 contrários, sem registros de abstenção, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
O Profimed é comparado, por defensores da medida, a um modelo semelhante ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), aplicado aos bacharéis em Direito. O objetivo central é estabelecer um critério nacional mínimo de avaliação, visando assegurar a qualidade técnica dos profissionais que ingressam no exercício da medicina.
Durante a discussão no Senado, o autor do projeto ressaltou a necessidade de frear a queda nos padrões de formação médica no país. “Esse exame é a resposta para que possamos colocar um ponto de inflexão no crescimento de incompetência no setor”, afirmou Astronauta Marcos Pontes, ao defender a proposta.
A aprovação reacende o debate sobre a expansão dos cursos de medicina no Brasil, especialmente em relação à fiscalização, infraestrutura e qualidade do ensino oferecido. Para os defensores do exame, a medida representa um avanço na proteção da saúde pública e na valorização da profissão médica. Já críticos argumentam que o problema central estaria na regulação das instituições de ensino, e não na aplicação de uma prova ao final da graduação.
Com o avanço do projeto no Congresso Nacional, a proposta entra agora em nova fase de tramitação na Câmara dos Deputados, onde deverá passar por comissões temáticas antes de ser votada em plenário. O tema promete mobilizar entidades médicas, universidades, estudantes e parlamentares nos próximos meses, mantendo em evidência a discussão sobre padronização, qualidade e responsabilidade na formação médica no país.
